Nas mais de 5 mil escolas mantidas pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, 13% de todas as classes têm mais alunos do que o limite estabelecido pela resolução 02/2016, de sua própria Secretaria da Educação, que oficializou a superlotação.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a máfia das merendas envolvendo membros da alta cúpula do governo Alckmin, será instalada nesta quarta-feira à tarde (22) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O movimento estudantil alerta que a disputa pelos rumos da CPI será intensa, pois a maioria dos parlamentares participantes da comissão, são aliados da gestão tucana.
Por Laís Gouveia
O Movimento em Defesa da Ciência e Tecnologia e a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos de Pesquisa e Fundações Estaduais de São Paulo realizaram nesta quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa paulista, ato contra o Projeto de Lei (PL) 328/2016. De autoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o PL autoriza a venda de 79 imóveis, a maioria deles atualmente ocupada por institutos de pesquisa em tecnologia agrícola e pecuária.
Após intensa mobilização dos estudantes, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar desvios na compra de merenda escolar da rede estadual de São Paulo deverá ser votada na próxima semana na Assembleia Legislativa. A pauta já está na ordem do dia e deve ser apreciada nas próximas sessões. Entidades do movimento estudantil prometem acompanhar as audiências e manter pressão para aprovar a CPI.
Secretaria estadual da Educação e 25 prefeituras paulistas têm até o próximo dia 28 para justificar por que alunos não recebem mais alimentos cozidos
Sem mandado judicial, a Polícia Militar de São Paulo invadiu, desocupou e prendeu os estudantes que exigiam do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) instalações, educação e merenda de qualidade na rede pública estadual. As ações foram executadas na manhã de hoje(13) em unidades da região oeste, norte e central da capital.
Os estudantes Secundaristas de São Paulo conquistaram nesta terça-feira (10) as sete assinaturas que faltavam para a abertura da CPI da merenda na Assembleia Legistativa de São Paulo (Alesp), resultado da ocupação promovida no plenário da casa, entre terça-feira e Sexta-feira da semana passada.
A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, estranhou a mudança de posição da base do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que resolveu propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a corrupção no fornecimento de merenda escolar.
Na tarde desta sexta-feira (6) o movimento de estudantes que ocupou a Assembleia Legislativa de São Paulo por três dias (Alesp) divulgou carta aberta à sociedade. Eles citaram o apoio e reconhecimento que tiveram de “mães, pais, professores, trabalhadores, funcionários da Alesp, artistas, intelectuais e autoridades” como a maior vitória do movimento. “O que fez toda a diferença para nós”. Os estudantes sairam do prédio nesta sexta-feira, às 16h. "Apenas começamos".
Os estudantes que estavam ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) desde a última terça-feira, (3) reivindicando a instalação da CPI da merenda, resolveram desocupar o local nesta sexta-feira (6). Segundo comunicado realizado logo após a saída da Alesp, os secundaristas informaram que não houve violência física por parte da Polícia Militar, mas o governo do Estado conseguiu viabilizar através da "truculência econômica" a desocupação do plenário da assembleia.
Por Laís Gouveia
A Ordem dos Advogados de São Paulo (OAB-SP) emitiu uma nota rechaçando a conduta de corrupção imposta pelo esquemas de propinas evolvendo figuras centrais do governo Alckmin, como o presidente da Assembleia Legistativa de São Paulo, (Alesp), Fernando Capez (PSDB-SP) e apoiando a abertura de uma CPI na casa.
Os estudantes que mantinham a ocupação do Centro Paula Souza desde a última quinta-feira deixaram nesta sexta-feira (5) a unidade, O prédio no centro velho de São Paulo abriga a administração da autarquia responsável pelas escolas técnicas estaduais. A operação foi tensa. Os policiais militares da Tropa de Choque chegaram em cinco caminhões por volta de 5h e se postaram com armas em punho diante do edifício.