O jornalismo perde mais um de seus grandes profissionais. Faleceu na tarde desta quarta-feira (30) Audálio Dantas, aos 88 anos, no Hospital Premiê, em São Paulo. Ele lutava contra um câncer de intestino desde 2015, quando foi operado. O corpo será velado no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e cremado no cemitério Vila Alpina.
O filho de Vladimir Herzog, Ivo Herzog, comparou o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol, com a morte do seu pai, vítima da ditadura militar.
A Corte Interamericana de Direitos Humanos informou neste sábado (6) que analisará durante seu próximo período de sessões, entre os dias 15 e 26 deste mês maio, o caso sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura brasileira.
A Câmara Municipal de São Paulo inaugurou nesta terça-feira (25), no centro da cidade, uma estátua em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto nas dependências do DOI-CODI durante o regime militar. A cerimônia ocorre 41 anos após o assassinato de Vlado, morto sob tortura no dia 25 de outubro de 1975 por agentes da ditadura militar.
Em 1975, seis dias após a morte do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado nas dependências do DOI-CODI, 8mil pessoas foram à Praça da Sé, em São Paulo, bradar sua raiva pela barbárie cometida pelo totalitarismo em vigor no país desde 1964. O episódio marcou o início da queda do regime da ditadura e da restauração da democracia.
O filme revela a trajetória de Vladimir Herzog, desde a infância na Iugoslávia até sua posse como diretor de Jornalismo da TV Cultura de São Paulo. A reação de Clarice (sua esposa), dos amigos e da sociedade, recusando a farsa montada pela ditadura militar para justificar a morte do jornalista, tornou o fato um marco na luta pela redemocratização do país.
Vista por mais de 168 mil pessoas durante temporada em São Paulo, a mostra “Resistir é Preciso” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, onde estará exposta de 12 de fevereiro a 28 de abril de 2014.
Considerado uma “quitação de dívida” por Audálio Dantas, seu mais recente livro As duas guerras de Vlado recebe no dia 13 de novembro o Prêmio Jabuti de literatura. A obra conta a trajetória do jornalista Vladimir Herzog desde sua infância na Iugoslávia e Itália até seus últimos dias no DOI-Codi, vítima da ditadura militar no Brasil.
Foram inaugurados nesta sexta-feira (25), no centro da capital paulista, uma praça e um memorial em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura militar.
Até 4 de agosto, jornalistas de todo o Brasil poderão inscrever suas matérias para concorrer ao Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos 2013. Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos nas mais variadas mídias.
O fotógrafo responsável pela foto de Vladimir Herzog enforcado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) visitou nesta segunda-feira (27) a sede do órgão onde eram torturados os presos políticos do período da ditadura militar e onde a foto foi feita. Silvaldo Leung Vieira vive nos EUA, para onde viajou três anos depois de ter feito a fotografia.