Em sessão realizada na última terça-feira (3), na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Orlando Silva (PCdoB-SP) manifestou seu posicionamento contrário à homenagem às Rondas Ostensiva Tobias Aguiar (Rota) — que receberá a maior honraria que a cidade de São Paulo pode oferecer; a Salva de Prata.
A Rondas Ostensiva Tobias Aguiar (Ronda) será laureada com a maior honraria que a cidade de São Paulo pode oferecer. A Salva de Prata foi aprovada na Câmara Municipal com 37 votos favoráveis, 15 contra e 1 abstenção.
A quarta tentativa da Câmara Municipal de São Paulo de votar a "Salva de Prata" em homenagem à Rota pelos serviços prestados pela tropa de elite da polícia paulista durante a ditadura foi marcada por tumulto nesta terça-feira (3). Movimentos de juventude como União da Juventude Socialista (UJS), União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e organizações como o Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça realizaram ato de repúdio durante a sessão.
Em sua primeira reunião, a Comissão Especial de Segurança Pública e Direitos Humanos define nesta segunda-feira (26) a metodologia de trabalho que adotará para analisar denúncias relacionados à segurança pública e aos direitos humanos apresentadas ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).
No ano em que a Constituição Brasileira de 1988 completa 25 anos, a juventude renova a esperança de um país mais avançado para os brasileiros na medida em que consolida um processo de quase dez anos de luta para finalmente dispor do Estatuto da Juventude, a Lei 12.852, de cinco de agosto de 2013.
Por Angelina Anjos (*), especial para o Vermelho
O frio e a chuva em São Paulo não intimidaram os milhares de manifestantes que protestaram nesta quarta-feira (14) nas ruas do centro por um transporte público de qualidade. Mas o tempo também não abalou a ação da Polícia Militar, que agrediu as pessoas com bombas, cassetetes e tiros de balas de borracha. Na frente da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o cenário foi de repressão policial, que mais uma vez, agiu com extrema agressividade.
Nesta terça-feira (13), os camponeses colombianos de Catatumbo denunciaram uma nova onda de violência por parte do exército, que teria disparado contra os agricultores que lutam para evitar a erradicação forçada dos cultivos ilícitos nessa região.
Testemunhas das agressões de três policiais militares contra o auxiliar de limpeza Ricardo Ferreira Gama, de 30 anos, no campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), passaram a viver escondidas depois do assassinato do rapaz, ocorrido dois dias depois das agressões, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
O fotógrafo Sérgio Silva, de 31 anos, foi atingido por uma bala de borracha enquanto fazia a cobertura fotográfica da manifestação realizada no dia 13 de junho contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. A repressão violenta da Polícia Militar cegou o olho esquerdo do fotógrafo.
A entrada do coronel Carlos Celso Savioli no Comando da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo hoje (9) não trouxe alívio para o Movimento Mães de Maio, que luta contra a violência do estado.
Sem respostas pelo desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, a polícia carioca pediu a prisão temporária de sua companheira, Elizabete Gomes da Silva. Segundo o advogado João Tancredo, responsável pela defesa da família, essa é uma tentativa de “criminalizar a vítima”.
Quase dois meses após a contestada atuação da Polícia Militar nos protestos de junho, o governo do estado de São Paulo, de Geraldo Alckmin (PSDB), trocou o comando de sua Tropa de Choque. Nesta semana, o coronel César Augusto Morelli foi demitido do cargo que ocupava havia quase dois anos. A nova função será exercida pelo coronel Carlos Celso Savioli, que estava no comando da PM na Baixada Santista.