Centenas de moradores do conjunto de favelas do Complexo do Alemão fizeram um protesto pacífico neste sábado (4), caminhando pelas duas principais vias da região, as avenidas Itararé e Itaoca, para pedir paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos. O garoto foi atingido na quinta-feira (2) por uma bala perdida, na porta de casa.
Parentes de vítimas e militantes de direitos humanos fizeram na tarde desta terça-feira (31) uma caminhada pela Rodovia Presidente Dutra até a Rua Gama, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para marcar os dez anos dos assassinatos em massa que ficaram conhecidos como Chacina da Baixada.
O editor-chefe do blog Mídia Periférica, Enderson Araújo, denunciou abusos de policiais militares na Bahia, sofreu ameaças e deixou Salvador, alegando temer pela própria vida. Ele está em local desconhecido. A Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e a Secretaria Nacional de Juventude acompanham o caso.
As bandas e os artistas que se apresentaram durante o carnaval de Salvador aproveitaram o espaço dos blocos e a visibilidade da festa para chamar a atenção dos foliões para temas voltados aos direitos humanos e à violência. Este ano, as denúncias foram sobre o racismo. A cidade atrai pessoas de diferentes partes do país e do mundo e, apesar de ter a maioria da população formada por negros, ainda enfrenta casos de discriminação.
O editor-chefe do blog Mídia Periférica, Enderson Araújo, denunciou abusos de policiais militares na Bahia, sofreu ameaças e deixou Salvador, alegando temer pela própria vida. Ele está em local desconhecido. A Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e a Secretaria Nacional de Juventude acompanham o caso.
Representantes de movimentos sociais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública do Estado (DPE) participaram, na última terça-feira (10/2), de uma reunião com a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, e com o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis. Na pauta, estava a operação policial no bairro do Cabula, em Salvador, ocorrida no último dia 6 de fevereiro, que deixou 13 pessoas mortas.
Você sabe o que são os autos de resistência ou resistência seguida de morte? São um mecanismo usado desde a ditadura militar, que serve para encobrir mortes cometidas por agentes do Estado. Traduzindo: os policiais matam, mesmo quando estão de folga, e escrevem nos autos do crime que houve resistência à prisão. Isso faz com que os crimes não sejam investigados.
O crescimento do número de mortos em decorrência de ação policial no Rio de Janeiro e em São Paulo demonstra que medidas concretas precisam ser tomadas na área de segurança pública, defende a organização não-governamental Human Rights. A principal delas seria a aprovação do projeto de lei que acaba com o auto de resistência – resistência seguida de morte –, em tramitação no Congresso.
A manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), realizada nesta terça-feira (27) na Zona Oeste da capital paulista, contra o aumento da tarifa do transporte coletivo municipal de R$3 para R$3,50 durou mais de três horas e terminou sem confrontos com a polícia, ao contrário dos protestos anteriores. Porém, os manifestantes foram surpreendidos por bombas de gás lacrimogênio e cassetetes da Polícia Militar ao entrar na estação Faria Lima quando o ato terminou.
O perfil da agressão a profissionais da imprensa mudou nos últimos anos. O Relatório da Violência contra Jornalistas 2014, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), mostra que os crimes deixaram de ter motivação política e passaram a ser cometidos por policiais, sendo a maioria em manifestações. Dos 129 jornalistas agredidos no país no ano passado, 62 foram vítimas da violência policial, ou seja, 48,06%.
Um mês depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ter vetado o projeto de lei que proibia o uso de bala de borracha por policiais civis e militares do Estado, mais uma vítima foi atingida pelo armamento menos letal.
Uma das bandeiras de campanha que são prioridades da presidenta Dilma Rousseff neste segundo mandato é a aprovação de uma lei que torne crime a homofobia. A investigação obrigatória para mortes consequentes de ações com policiais também deverá ser outra prioridade do atual governo.