O governo do Paraná divulgou nota nesta quinta-feira (7) na qual comunica que o comandante-geral da Polícia Militar (PM) do estado, coronel Cesar Vinicius Kogut, pediu exoneração do cargo. Depois de coordenar o massacre contra os professores na quarta-feira (29), Kogut alegou dificuldades administrativas com a Secretaria de Segurança Pública ao entregar o pedido ao governador Beto Richa.
Uma estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que participava da manifestação dos professores no Paraná na última quarta-feira (29), quando mais de 200 ficaram feridos, foi presa por um policial à paisana. Durante a averiguação, ainda no Palácio Iguaçu, ela foi obrigada a ficar nua e foi agredida por duas policiais.
Dados do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 anos e 29 anos é a principal vítima da violência. O estudo, divulgado nesta quinta-feira (7), mostra que os estados onde o jovem negro corre mais risco de exposição à violência estão na Região Nordeste. Alagoas tem o maior coeficiente do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) – Violência e Desigualdade Racial, medido numa escala de 0 a 1.
A truculência policial virou sinônimo do modo tucano de governar. E há método nesse autoritarismo. Em vez de atuarem no arrefecimento dos ânimos, Geraldo Alckmin e Beto Richa incentivam a radicalização dos movimentos para reprimi-los com mais força, acuando os adversários políticos.
Por Guilherme Scalzilli,* no Blog do Nassif
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado, aprovou, na reunião desta terça-feira (5), por unanimidade, uma moção de repúdio ao tratamento dado pela Polícia Militar do Paraná à manifestação dos professores ocorrida em Curitiba no dia 29 de abril, que resultou em mais de 200 feridos. E a Comissão de Direitos Humanos (CDH) fará uma audiência pública, nesta quarta-feira (6), para discutir o assunto.
No primeiro trimestre deste ano, 185 pessoas foram mortas no estado de São Paulo em confrontos envolvendo policiais militares em serviço, média de 2,05 pessoas a cada dia. Trata-se do maior número de mortes em confrontos com a Polícia Militar (PM) desde 2003, quando ocorreram 196 vítimas. O dado é parte de um balanço que é divulgado trimestralmente pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Na tarde desta quarta-feira (29) o Brasil acompanhou um dos episódios mais chocantes dos últimos tempos de criminalização das categorias que lutam por seus direitos. Os professores da rede estadual do Paraná foram brutalmente atacados pela Polícia Militar a mando do governador tucano Beto Richa, quando protestavam contra a votação que aprovaria o confisco da Previdência Social dos servidores públicos para suprir dívidas do Estado. Mais de 200 ficaram feridos, oito em estado grave.
Na última quinta feira (16), um grupo de professores grevistas participava de uma atividade de colagem de cartazes na diretoria de ensino Leste 3, cuja dirigente regional chama-se Maria Helena T. Faustino, por volta da meia noite, quando foram surpreendidos com disparo de arma de fogo por parte de seguranças armados.
Por Silvio de Souza, ao Blog do Nassif
A travesti Verônica Bolina acusou policiais militares e civis de agressão no momento de sua prisão, no 2º Distrito Policial (DP), em São Paulo, segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, informou a Secretaria de Segurança Pública do estado.
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, anunciou nesta desta terça-feira (7) que a promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público (MP) abriu inquérito para investigar a responsabilidade civil do estado de São Paulo sobre os 505 assassinatos ocorridos entre 12 e 20 de maio de 2006, durante ação para o restabelecimento da ordem realizada pelas polícias paulistas após os atentados cometidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), os chamados “crimes de maio”.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados fará audiência pública no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, para ouvir moradores das 12 comunidades da região sobre denúncias de abuso de poder e violações de direitos humanos cometidos por agentes do Estado.
Líder do grupo de rap Racionais MCs, Mano Brown deixou a delegacia por volta das 21 horas desta segunda-feira (6), após ser preso ao ser parado em uma blitz na zona Sul de São Paulo. O rapper prestou depoimento na 37ª DP (Campo Limpo) e foi liberado depois que assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência. Muitos fãs, amigos e jornalistas foram ao local ouvir declarações do músico.