A noite dessa quarta-feira (12/08) foi marcada por uma reação violenta da Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG) contra manifestantes que protestavam contrários ao aumento da tarifa de transporte público no centro de Belo Horizonte. A ação deixou dezenas de pessoas feridas por balas de borracha e vários manifestantes foram presos, entre eles estudantes.
No início da semana foi divulgado pela Anistia Internacional o relatório Você matou meu filho, a respeito dos homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro. A entidade investigou casos de mortes causadas pela ação de policiais militares nos anos de 2014 e 2015 na capital fluminense, particularmente na favela de Acari.
Por Anna Beatriz Anjos e Glauco Faria, no Portal Fórum
“A perversão começa na formação”, diz ex-PM condenado. Rodrigo Nogueira, quase dois metros de altura, mais de 100 quilos, condenado a 18 anos de prisão fala sobre a cultura violenta da corporação, corrupção dos oficiais, revanchismo entre policiais e criminosos e como aprendem a torturar.
Por Ciro Barros, na Agência Pública
O governo federal está empenhado em criar um pacto nacional para redução do número de homicídios no país. Durante reunião na última quinta-feira (30), a presidenta Dilma Rousseff convocou os governadores a participar de um esforço integrado para diminuir a média nacional de assassinatos, que hoje é de mais de 23 homicídios por 100 mil habitantes. Deverá ser estabelecida uma meta para que o Brasil consiga reduzir em pelo menos 5% os homicídios por ano.
A Segurança Pública estará no centro das discussões de integrantes do Banco Mundial (Bird), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Ministério da Justiça, das Organizações das Nações Unidas (ONU) e do Parlamento inglês. Junto com especialistas nacionais e internacionais, eles participam no Rio do 9º Encontro Anual de Segurança Pública, de terça-feira (28) a sexta-feira (31). O tema principal desta edição é Priorizando a Vida: Estratégias para Redução dos Homicídios no país.
O livro “Desmilitarização da polícia e da política: uma resposta que virá das ruas” inaugura as publicações da Pueblo Editora, que apresenta a linha editorial que pretendemos seguir. O livro, assim como as futuras publicações, contém textos de militantes, coletivos, movimentos sociais e pesquisadores engajados na transformação da realidade.
"A chacina de Acari revela a incapacidade do Estado brasileiro de garantir justiça para os casos de violência policial, desaparecimentos forçados e mortes por grupos de extermínio no país", afirma a Anistia Internacional, passados 25 anos desde o desaparecimento forçado de 11 jovens no Rio de Janeiro. O crime ficou mundialmente conhecido como a Chacina de Acari.
Ativistas e familiares de Amarildo de Souza fizeram uma manifestação na tarde desta quarta-feira (22) na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, para marcar os dois anos do desaparecimento do pedreiro. No entanto, quando tentaram fechar a Auto-Estrada Lagoa-Barra foram agredidos pela PM.
Cinegrafistas amadores flagraram viaturas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a elite da Polícia Militar de São Paulo, realizando manobras perigosas ao deixar o batalhão, na região central da capital paulista, durante a troca de turno. No último sábado (18), um dos veículos capotou e deixou um sargento e um cabo feridos – o primeiro, segundo a PM, teve traumatismo craniano e foi socorrido ao hospital em estado grave.
No último dia 15 de julho a CPI da Violência Contra Jovens Negros e Pobres aprovou o relatório final da comissão, que propõe a criação de políticas públicas de combate à violência racial. Em 248 páginas, o parecer apresenta um diagnóstico da situação de violência vivida por essa parcela da população e apresenta uma série de recomendações ao Poder Executivo, ao Ministério Público e ao Judiciário, além de defender a aprovação de propostas em tramitação no Congresso.
A comissão pede apuração dos crimes de maio de 2006 e do caso Amarildo. E propõe a extinção de autos de resistência e a desmilitarização das polícias.
Dois anos após o desaparecimento de Amarildo de Souza, na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, a família do pedreiro convive com a pergunta que se tornou símbolo do repúdio aos desaparecimentos e à violência policial no Rio de Janeiro: "Cadê o Amarildo?".