Dando sequência à onda de truculência promovida pela Polícia Militar de São Paulo, por orientação do governo Alckmin para acirrar a desmobilização do movimento de estudantes que hoje ocupam 205 escolas em todo o estado, contra o fechamento de 92 escolas, dois jovens da Escola Estadual Alves Cruz foram presos na manhã desta quarta-feira, enquanto se manifestavam pacificamente na avenida Doutor Arnaldo, região central da capital paulista.
Existe em nossa sociedade um conceito profundamente enraizado, tão antigo quanto equivocado, um senso comum que foi desde sempre incentivado pelas secretarias de Segurança Pública dos governos estaduais (detentoras do controle das polícias e do monopólio da violência de Estado) que tenta relacionar Segurança Pública com truculência, brutalidade e vingança. A velha falácia dos fins justificando os meios.
Por Diógenes Júnior, para o Portal Vermelho e Jornalistas Livres
O uso da violência policial tem sido alvo de denúncias por estudantes que participam do movimento de ocupação das escolas contra o plano do governo do estado de São Paulo, que fechará 92 unidades de ensino em todo o estado. Já são mais de 205 escolas que aderiram ao movimento de resistência ao plano tucano. Ao Portal Vermelho, estudantes de duas escolas ocupadas contam com exclusividade relatos de abuso de autoridade, violência e até sequestro.
Por Laís Gouveia
Os estudantes que ocupam 205 escolas contra o plano de reorganização proposto por Alckmin, que pretende fechar 92 colégios, estão sendo cada vez mais coagidos a se renderem, seja pela truculência da Polícia Militar, por grupos não identificados que entram nos colégios para furtar objetos e agora, com o decreto do governador tucano lançado nesta terça-feira (1º), no Diário Oficial de São Paulo, que autoriza a transferência de professores para a implementação do plano.
Por Laís Gouveia
Após uma semana da primeira escola ser tomada, em Diadema, estudantes de todo o estado seguem firmes em seus colégios e as ocupações aumentam. A medida é resultado do plano de reorganização proposto pelo governo Alckmin, que pretende fechar 93 escolas estaduais. Rejeitado por 59% dos paulistas, a proposta tucana de desmonte educacional vem sofrendo duras críticas por especialistas.
Por Laís Gouveia
Desde as primeiras horas desta quinta-feira (12), estudantes da Escola Estadual Presidente Salvador Allende Gossens, que fica no Bairro Conjunto Residencial José Bonifácio, extremo leste de São Paulo, ocupam a unidade, em protesto contra o projeto de reorganização do ensino imposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A escola consta na lista das 94 que devem ser fechadas a partir do ano que vem.
Cerca de 250 estudantes da Escola Estadual Fernão Dias, na capital paulista, estão ocupando o colégio desde terça-feira (10). O local faz parte do plano de restruturação do governo Alckmin, que pretende fechar 94 escolas em todo o estado e outras centenas de salas de aulas, transferindo essa parcela da responsabilidade do governo do estado para o município.
Por Laís Gouveia
O governo do tucano Geraldo Alckmin de São Paulo segue os padrões históricos das gestões do PSDB: sucateamento do estado e manipulação da informação para favorecer os seus interesses.
Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal foram agredidos pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, a mando do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), nesta quarta-feira (28). Cerca de 400 servidores públicos, a maioria educadores, protestavam contra o governo pelo não pagamento do reajuste salarial, aprovado por lei para a categoria, quando foram agredidos com balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo.
Autoridades da Carolina do Sul investigam um incidente captado por dois vídeos que mostra um policial branco atuando com violência contra uma estudante negra em Columbia.
Dados divulgados nesta quinta (22) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, de janeiro a setembro deste ano, 469 pessoas foram mortas por policiais militares em serviço no estado. Isso quer dizer que, a cada semana, 12 pessoas são mortas por PMs – quase duas por dia.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) se reuniu em Brasília, nesta sexta-feira (9) para cobrar das autoridades de segurança pública e justiça do País ações no sentido de combater e pôr fim a práticas criminosas cometidas por autoridades públicas. Na reunião, os conselheiros também reclamaram o fim dos autos de resistência adotados por autoridades policiais.