Falar da reforma trabalhista em curso no congresso – orientada pela agenda neoliberal através do golpista Temer – é tarefa difícil diante da falsa narrativa construída pela grande mídia (esta venal e interesseira) que a apresenta como modernização trabalhista (sic). Mas, a tarefa de esclarecer os trabalhadores e trabalhadoras se faz necessária, já que o que resultará destas reformas, caso sejam aprovadas, liquidará com o mercado de trabalho brasileiro.
Por Eduardo Navarro*
"A aprovação da PEC 55 foi a mais agressiva ação de um presidente da República contra os direitos sociais da classe trabalhadora", denunciou vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, ao elencar as reformas promovidas por Temer em 2016. Para o dirigente, "a unidade da classe trabalhadora será fundamental para barrar esse e outros ataques brutais contra os direitos".
Em entrevista à TV CTB, o secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, avalia cenário e desafios em 2017. Durante a conversa, ele falou do avanço da Central no campo sindical internacional, os impactos do golpe parlamentar no Brasil na política externa e os desafios para a luta internacionalista. "Testemunhamos uma disputa entre o novo e o velho que gera grandes tensões no mundo", afirmou Pereira.
Em nota, juristas, intelectuais e movimentos sociais externaram apoio à nota da CTB e CUT que repudiou o pacote de maldades do presidente Michel Temer. Desde que assumiu a presidência, Temer lidera o maior desmonte dos direitos sociais e trabalhistas da história recente.
Está no Estadão: Michel Temer assinará medida provisória estabelecendo que a jornada de trabalho diária chegue a 12 horas. Isso significa, para quem gasta uma hora para ir ao trabalho, sair de casa às 5 h, trabalhar até 19.30h (uma hora de almoço e dois intervalos de lanche de 15 minutos) e chegar em casa ás 20:30, 21 horas.
Por Fernando Brito*
É amplo, geral e irrestrito o repúdio do sindicalismo à proposta do governo de Michel Temer de fatiar a jornada de trabalho (móvel, intermitente etc.). A Agência Sindical ouviu dirigentes e também um advogado trabalhista, todos contrários à ideia.
Terminou na sexta-feira (16) em Belo Horizonte, Minas Gerais, a 16ª Reunião da Direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Durante dois dias, os dirigentes da central sindical apresentaram seu balanço anual e debateram as diretrizes para o próximo ano.
Cerca de 50 jornalistas da Rede Globo, com diretores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), realizaram um protesto na tarde desta quarta-feira (14), na frente da emissora, na zona sul da capital paulista.
A rede americana de fast food McDonald's, que tem a empresa Arcos Dourados como operadora da franquia no Brasil, descumpriu o acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a jornada de trabalho de seus empregados. Foi o que constatou o MPT em força-tarefa realizada nas unidades da empresa. Devido as reincidências de irregularidades, empresa foi convocada para audiência pública dia 13 de dezembro em São Paulo.
Imagine um mundo em que os patrões possam revogar todos os benefícios concedidos a seus funcionários sem discussão, sem direito à intervenção da Justiça do Trabalho. Vale-alimentação, seguro de saúde, estabilidade pré-aposentadoria – tudo o que for negociado pode ir pela janela. Esse cenário opressivo pode se tornar nossa realidade a partir de 2017, graças a um conjunto de ações do Supremo Tribunal Federal (STF) que chegaram ao ápice na quinta-feira (24).
Número de desocupados supera 12 milhões. Incluindo o que o IBGE chama de subutilização da força de trabalho, total chega a quase 23 milhões.
A carteira assinada já tem data marcada para saber se sobrevive ou morre de vez. Na próxima quinta-feira (24), o Senado atende a mais um pedido dos empresários financiadores do golpe e julga o PLC 30/2015 (Projeto de Lei Complementar).