Os dois últimos dias foram marcados pelo horror que vazou dos porões da ditadura, que se encontra em polvorosa diante da possibilidade da Comissão da Verdade se estabelecer. São informações colhidas pelos jornalistas que entrevistaram o verme Cláudio Antônio Guerra, delegado do DOPS do Espírito Santo, refugiado na aposentadoria que o Estado conivente lhe premiou, sobre o desaparecimento de presos políticos.
Por Milton Pinheiro
Ex-presa política, a jornalista Rose Nogueira, do Grupo Tortura Nunca Mais, considerou "estarrecedoras" as declarações de Cláudio Antônio Guerra no livro Memórias de uma guerra suja . O ex-delegado do DOPS do Espírito Santo afirma que, sob ordens militares, incinerava corpos de militantes de esquerda em uma usina de açúcar em Campos dos Goytacazes (RJ).
Em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro teria cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo. O acordo teria sido feito no final de 1973.
Por Saul Leblon*
Líder da Bancada do PT e membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Yulo Oiticica solicitou ao governador Jaques Wagner, a criação da Comissão da Verdade, no âmbito do Executivo, através da indicação de número 19.610/2012.
Em setembro de 1962, a Revista Manchete publicou uma entrevista com o sacerdote Francisco Lage Pessoa, com o título provocador de “Cristo e Marx”. O padre Lage, como ficou conhecido, era pároco da Igreja da Floresta, em Belo Horizonte, e se destacava como vigário dos pobres.
Por Mauro Santayana*
Samuel tomou conhecimento dos assassinatos na praça de Paulista. Ele esperava o ônibus da Alumínio SA, que o deixaria na fábrica em Igarassu, onde com orgulho vestia o seu macacão. Ao ver as fotos no jornal pendurado na banca, ele não conseguiu reprimir a exclamação:
Por Urariano Mota*
Na caravana de familiares de 1980 o advogado-do-mato, Paulo Fonteles, forneceu aos viajantes informações de aspectos importantes que deveriam ser compreendidas naquela ousada expedição araguaiana:
Por Paulo Fonteles Filho*
Morreu Paulo César Saraceni. Tinha 78 anos e fazia cinema desde 1959. Em mais de meio século de atividades, dirigiu 13 filmes, nove dos quais também roteirizou.
Por Celso Lungaretti*
Passaram-se quase trinta e quatro anos do momento em que, na rodoviária de Porto Alegre, a polícia brasileira prendeu a uruguaia Lilián Celiberti. Depois daquele dia, a então militante de oposição à ditadura do Uruguai (1973-1985) foi torturada, presenciou a prisão dos filhos e foi separada deles.
Por Daniella Cambaúva e Waldemar José
A jornalista Ana Helena Tavares entrevistou um manifestante que sofreu ferimentos leves e outro cujo braço foi fraturado pela PM no último dia 29, diante do Clube Militar do Rio de Janeiro, durante o protesto contra oficiais da reserva que cometiam, impunemente, o crime de fazer apologia do totalitarismo e do terrorismo de estado.
Por Celso Lungaretti*
Florestan Fernandes denunciou que a transição controlada da ditadura se transformaria no grande trauma nacional.
A recente denúncia do Ministério Público contra o coronel Curió terminou por mencionar um romance escrito por mim. Da Europa aos Estados Unidos, a ditadura brasileira é manchete. E creiam: na Itália, no desenvolvimento dessa notícia, hoje se mencionou Os Corações Futuristas, um romance escrito por este colunista.
Por Urariano Mota*