Chega a 18 o número de prefeituras ocupadas na Bahia pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A ideia, segundo o movimento, é chegar a 25 ações em todo estado. Desde o dia 10, o MST vem ocupando sedes das administrações municipais para reivindicar melhorias nas escolas da zona rural em assentamentos de Reforma Agrária do MST. A Jornada Estadual em Defesa da Educação também exige melhor atendimento médico e odontológico aos assentados.
Matéria publicada no Jornal Sem Terra, edição novembro/dezembro 2011, lembra o militante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Egídio Brunetto, 55 anos, que morreu há cerca de um mês em um violento acidente de carro. Neste ano, até agosto, 4.768 pessoas morreram somente nas estradas do país, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Vermelho reproduz texto, da jornalista Vanessa Ramos, com relato de parentes e amigos.
O Diário Oficial da União desta segunda-feira (27) trouxe os primeiros decretos de desapropriação de terras para fins de reforma agrária assinados pela presidenta Dilma Rousseff. São 60 fazendas, somando área total de 112,8 mil hectares para assentamento de 2.739 famílias sem-terra, segundo a avaliação feita ao longo de 2011 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) conjuntamente com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O Balanço de 2011 do MST, divulgado nesta quinta-feira (22), aponta para a necessidade de unificar as lutas dos movimentos sociais no próximo ano. O líder João Pedro Stedile, em vídeo, ainda afirma que este ano não foi positivo para a Reforma Agrária. Veja o vídeo e leia a íntegra do texto de balanço abaixo.
Seis brasileiros foram homenageados pelo Senado com a comenda Dom Helder Câmara, esta semana, em reconhecimento a contribuição que deram à luta em prol dos direitos humanos no Brasil. Entre os agraciados está Paulo César Fonteles de Lima, em memória. Paulo Fonteles Filho, que recebeu a comenda, estendeu a homenagem aos mais de dois mil camponeses e camponesas que, como o pai dele, foram assassinados no Pará, nos últimos 30 anos, “na luta pela civilizatória bandeira da reforma agrária”.
Em reunião histórica, diversas lideranças do setor se reuniram em Goiânia para debater "a realidade do trabalho no campo em Goiás" e estratégias de luta na área.
Um projeto desenvolvido pela Associação Estadual de Cooperação Agrícola (Aesca/MS), em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), elabora técnicas de construção de moradias em assentamentos de reforma agrária, no Mato Grosso do Sul. A iniciativa conquistou um dos prêmios da 6ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2011, na categoria regional.
Durante reunião com famílias que moram em assentamentos em Santana do Acaraú, o deputado federal João Ananias (PCdoB) recebeu uma pauta com reivindicações que priorizam a melhoria da vida no campo. No documento entregue pelo representante do Movimento dos Sem Terra local, estão pedidos de uma passagem molhada, escola, postos de saúde, programa de reflorestamento.
A família de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, o casal de extrativistas assassinados em maio deste ano, enviou carta do ministro da Justiça, José Eduardo Cardos, pedindo celeridade na apuração do crime. Os familiares do casal reclamam que, diante da morosidade da justiça no caso, a situação no assentamento onde vivem está se agravando, com ameaças e intimidações aos familiares do casal, que tiveram que sair da área onde viviam.
Organizações de defesa dos trabalhadores rurais do Pará denunciaram à Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, a omissão de órgãos do governo federal no município de Anapu, sudoeste do Pará. Em carta enviada à ouvidoria, as entidades pedem ações mais enérgicas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na resolução de conflitos agrários na região.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretende atingir R$ 930 milhões, este ano, em investimentos para aquisição de terras a assentados da reforma agrária, segundo informou o ministro da pasta, Afonso Florence. Ele disse que, do orçamento deste ano do ministério, foram gastos R$ 530 milhões na compra de terras de interesse de 10 mil famílias.
O Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) negocia com o Planalto mudanças estruturais para enxugar suas funções e tentar acelerar o programa de reforma agrária.