A vinda dos principais senhores da guerra a Lisboa para participarem na Cimeira da NATO foi pasto fértil para a dominante mediocridade jornalística portuguesa se esmerar na exibição da sua proverbial paspalhice, como Correia da Fonseca bem ilustra neste seu texto sobre o que foram, em termos informativos, aqueles “dois dias de faz-de-conta”.
Por Correia da Fonseca*
A suspeita existia há anos entre os historiadores e era um dos aspectos obscuros do papel dos Estados Unidos durante a Revolução portuguesa (1974-76). Os Estados Unidos planejavam invadir as ilhas dos Açores, onde hoje têm uma base militar. O Departamento de Defesa tinha planos para ocupar as ilhas se o país escolhesse a via da revolução socialista.
Trabalhadores portugueses realizam nesta quarta-feira (24) uma greve geral organizada pelas duas principais centrais sindicais do país: a Confederação Geral de Trabalhadores de Portugal (CGTP) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). A greve, que inclui tanto o setor público como o privado, deve durar 24 horas e tem como objetivo protestar contra um pacote de redução do orçamento nacional, que será votado na sexta-feira (26).
Mais de 30 mil pessoas tomaram as ruas durante a reunião da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, também conhecida pela sigla NATO), realizada no último final de semana, em Lisboa. "Paz sim, Otan não", gritavam os ativistas pelo centro da capital portuguesa, promovendo uma campanha de protesto apoiada por 100 organizações pacifistas, sindicatos e partidos de esquerda.
"Hoje, Sócrates é já um cadáver político e muitos dos que estão calados apenas esperam que o desenvolvimento dos acontecimentos lhes diga o momento oportuno de reconhecer o óbito. O cadáver político está aí, a família que o enterre". A frase em epígrafe, escrita em fevereiro do ano passado, vinha ao arrepio das notícias e comentários da mídia de referência.
Por José Paulo Gascão, em odiario.info
A última edição do jornal "Avante!" destaca a grande mobilização para a Greve Geral de 24 de novembro em Portugal. Em entrevista, Paulo Raimundo, da Comissão Política do Comitê Central do Partido Comunista Português, reafirma que o PCP "está empenhadíssimo no sucesso da greve geral".
Neste texto, Filipe Diniz escreve sobre a mistificadora campanha dos meios de comunicação em Portugal em torno da Reunião de Cúpula da Otan, que acontece em Lisboa, e a promoção do evento que, a propósito foi feita "de um ambiente de intimidação e histeria securitária que procura identificar ações de massas com violência e desacatos". No cerne da campanha está a publicação diária de análises e comentários fazendo a apologia e a justificação da coisa, por "ideólogos e papagaios" de serviço.
Com a presença de mais de uma centena de organizações do movimento popular português, destacadamente da CGTP-IN, a principal central sindical do país, e com o apoio do Conselho Mundial da Paz, foi realizada nesta sexta-feira (19) uma conferência internacional da campanha "Paz sim! Nato não!", promovida pelo Conselho Português pela Paz e Cooperação.
O brasileiro Luciano Correia da Silva, de 28 anos, foi morto em Portugal na madrugada de domingo (14), após ser esfaqueado durante uma discussão com um português. O crime ocorreu na cidade de Caldas da Rainha, 100 quilômetros ao norte de Lisboa.
Confira a intervenção de Jerônimo de Sousa, Secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), na Apresentação Pública do Tomo 3 das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, por ocasião do aniversário do histórico militante comunista, realizada na última quarta-feira (10).
Milhares de portugueses manifestaram neste sábado (6), no centro de Lisboa, contra as medidas de austeridade do governo, em especial contra a redução de salários no setor público.
A luta do povo português contra a Otan é tão antiga quanto a própria Aliança Atlântica. Como lembrou Margarida Tengarrinha, numa sessão comemorativa do 60.º aniversário do Conselho Mundial da Paz, realizada em Lisboa em Janeiro deste ano, foi logo em 1950 que surgiu em Portugal a Comissão Nacional para a Defesa da Paz, primeira organização do movimento da paz português.