Embora derrotada desde a última eleição, a coalizão de direita que governava Portugal foi deposta do governo nesta terça-feira (10), após a votação de uma moção de repúdio apresentada pelo Partido Socialista, que foi aprovada com votos a favor de todos os deputados de PS, PCP, BE, PEV e PAN (123). A coalizão impopular teve 107 votos e foi assim defenestrada pela esquerda.
O Partido Comunista Português (PCP) anunciou na tarde desta sexta-feira (6) que já propôs uma posição conjunta com o Partido Socialista (PS), tendo em vista uma solução duradoura para o governo do país. “Como temos afirmado, PSD e CDS não estão em condições de, por si só, prosseguirem o rastro de destruição e declínio que a sua política constituiu”, segundo comunicado divulgado no site do partido.
A Otan está realizando em Portugal, Espanha e Itália, até 6 de novembro, aquelas que anuncia serem as maiores manobras militares nas últimas duas décadas.
Por Pedro Guerreiro, no Jornal Avante
"Estão criadas as condições para um Governo de esquerda”. Essas foram as primeiras palavras do líder do Partido Socialista português, António Costa, após reunião na tarde de terça-feira (20) com o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, que vai anunciar na quarta-feira o líder que deve formar o novo Executivo, segundo o resultado das eleições de 4 de outubro.
Hitler, quando jovem, sonhava em ser pintor. Prestou concurso para a Academia de Belas Artes de Viena, mas foi reprovado. Imaginemos, no entanto, que tivesse sido aceito. Vamos imaginar ainda que este lunático revelasse algum talento genuíno. Será que o ambiente artístico, naturalmente mais tolerante, seria capaz de apaziguar um pouco o seu fanatismo reacionário, levando-o, no final, a ser apenas um conservador renitente, mas com algumas luzes e, portanto, incapaz de maiores atrocidades?
Em um comício realizado na cidade de Lisboa, capital do país e com grande participação popular, o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, afirmou que "afastar do governo PSD e CDS corresponde a um imperativo para fazer respeitar a vontade da maioria do povo português. É a essa aspiração que o PCP procurará sem hesitação corresponder".
Em reunião realizada nesta quarta-feira (7) em Lisboa, entre os líderes do Partido Comunista Português e do Socialista – Jerónimo de Sousa e António Costa, respectivamente –, ficou aberta a possibilidade dos comunistas apoiarem um governo de esquerda, alijando a direita do poder, após as eleições do último domingo (4), em que os partidos de esquerda (PS, PCP e BE) dominaram os resultados.
Em declaração dada neste domingo (4) após os primeiros resultados das eleições para a Assembleia da República de Portugal, o candidato da CDU – coligação que envolve o PC português e o partido Os Verdes – Jerónimo de Sousa, avaliou o resultado da eleição e fez um balanço da campanha da CDU.
As eleições legislativas disputadas no domingo (4) em Portugal terminaram com significativa queda de votação dos partidos de direita, em contraposição ao aumento na esquerda e com a abstenção de mais de 43% dos portugueses. O recado das urnas é que a maioria repudiou as políticas antinacionais, antipopulares e de cortes draconianos.
Neste domingo (4) serão realizadas em Portugal eleições legislativas e a comunidade portuguesa no Brasil movimentou-se em torno delas. O engenheiro civil Ildefonso Garcia, de 67 anos e que reside no Brasil há quatro décadas, é canditado pela Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Os Verdes.
A situação que se desenvolve no seio da UE e do euro, com o aprofundamento da sua crise e com as diferentes expressões tidas, designadamente em Portugal ou na Grécia, revela aquilo que há uns anos alguns julgariam impensável: o questionamento e a rejeição, à escala de massas, da política e do processo de integração capitalista na UE.
Por Vasco Cardoso, no Jornal Avante
O Partido Comunista Português (PCP) apresentou, na última terça-feira (7), num hotel de Lisboa, o seu Programa Eleitoral às eleições legislativas de outubro. Na sua intervenção, que na sequência reproduzimos na íntegra, o secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa, sublinhou que o programa propõe a “ruptura com as receitas e caminhos que afundaram o País” e aponta a um “horizonte de progresso e desenvolvimento”.
Por Jerónimo de Sousa, no Jornal Avante