O Partido Comunista Paraguaio (PCP) pediu, nesta terça-feira (29), a unidade democrática do país como ferramenta para o restabelecimento da institucionalidade e a realização de eleições transparentes.
A três meses da eleição presidencial no Paraguai, marcada para o dia 21 de abril, os partidos de esquerda ainda negociam para lançar uma candidatura única no país, de acordo com o ex-chanceler Jorge Lara Castro, que estava no cargo quando o presidente Fernando Lugo foi deposto, em junho de 2012.
No aniversário de sete meses do sangrento massacre de Curuguaty, a promotoria paraguaia reiterou sua acusação a 14 camponeses, enquanto um ato popular os defendeu e pediu justiça.
O presidente destituído do Paraguai, Fernando Lugo, oficializou neste domingo (13) sua candidatura a senador por um setor da esquerda, em eleições internas para o pleito que será realizado em 21 de abril de 2013.
A constante recusa do governo paraguaio em aceitar uma missão de observadores da Unasul no processo eleitoral em curso continua a afetando o pleito, cuja transparência é necessária para acabar com o isolamento regional do país.
A batalha das ideias é comum no Paraguai e confiamos em romper a dependência de partidos tradicionais subordinados a poderes econômicos, disse Aníbal Carrillo, candidato presidencial da esquerda.
A consolidação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) é estratégica para avançar na unidade e integração latino-americana, afirmou o secretário geral do Partido Comunista Paraguaio, Najeeb Amado.
O promotor paraguaio Jalil Rachid, encarregado da investigação do massacre ocorrido em junho do ano passado em Curuguaty, admitiu publicamente ter baseado a acusação feita ao grupo de camponeses apenas em declarações de policiais.
A apreensão de 300 quilos de cocaína, em uma avião e em uma lancha em uma fazenda de propriedade de um general afastado do Exército, que apoia o candidato presidencial Horacio Cartes, reviveu acusações contra esse político.
As principais organizações camponesas do Paraguai rechaçaram neste sábado (5) um plano governamental que propõe entrega de terras em troca de apoio político nas eleições do próximo mês de abril.
O Tribunal Supremo de Justiça Eleitoral (TSJE) fechou as inscrições para as eleições no dia 30 de dezembro e informou sobre a incorporação de 202 mil pessoas, incluindo os paraguaios residentes no exterior.
O ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que deixou o governo após sofrer um impeachment, encabeça a lista dos candidatos ao Senado pela Frente de Esquerda do país, a Frente Guaçu.