O camponês paraguaio, Rubén Villalba, há 52 dias em greve de fome, corre riscos de morrer. O líder protesta contra a prisão de 14 camponeses acusados de serem responsáveis pelo massacre de Curuguaty, ocorrido em junho de 2012, quando 17 pessoas morreram. Em carta endereçada a “seus compatriotas”, Villaba exige esclarecimentos sobre o caso e pede unidade aos movimentos sociais para “libertar o país”.
O Ministério da Defesa do Paraguai analisa modificar a lei 1.337 para habilitar as Forças Armadas a atuarem no restabelecimento da “ordem interna”, função hoje exercida pela Polícia Nacional.
O Partido Comunista Paraguaio (PCP) denunciou que as pesquisas eleitorais divulgadas no país sobre as próximas eleições gerais, que ocorrerão no próximo 21 de abril, são "um arsenal de mentiras das minorias privilegiadas para confundir ao povo".
Cerca de 500 pessoas, entre esquerdistas e liberais protestaram, no último domingo (17), diante do Banco Central do Paraguai, onde realizou-se o debate entre quatro candidatos presidenciais para as eleições do próximo 21 de abril.
A esquerda paraguaia liderada pela Frente Guaçu, coalisão de partidos e organizações sociais, denunciaram para órgãos internacionais que estão sofrendo discriminação no processo eleitoral.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) advertiu nesta quinta-feira (13) o Paraguai que 43% de suas crianças vivem na pobreza e reclamou aumentar inversões em programas para melhorar a situação.
O ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, denunciou que existe uma máfia da terra em seu país e denunciou que o massacre de Curuguaty ocorreu no contexto de um “complô jurídico-político”, planejado para derrubá-lo.
Apesar do repúdio manifestado por partidos políticos, organizações sociais e vários meios da imprensa, o governo paraguaio anunciou um novo acordo com a multinacional Río Tinto Alcán.
As eleições presidenciais no Paraguai, em 21 de abril, contarão com observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), com apoio da Justiça Eleitoral do país. Um acordo a esse respeito foi assinado nesta segunda-feira (25) entre o presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Alberto Ramirez Zambonini, e o chefe da missão da OEA, Oscar Arias.
Um líder do movimento camponês paraguaio foi assassinado na tarde de terça-feira (19) no departamento de Concepción, zona central do país. Atingido por pelo menos 15 disparos em sua residência, Benjamín “Toto” Lezcano, de 53 anos, era um ferrenho opositor da monocultura de soja e do uso de sementes transgênicas na região.
O treinamento de membros das forças de segurança paraguaias é um dos principais elementos da política dos Estados Unidos para o país. Durante os anos do governo Lugo, deposto num impeachment-relâmpago em junho de 2012, a agência de assistência do Departamento de Estado, a USAID – investiu US$ 9 milhões em treinamento policial só nos anos de 2009 e 2010.
Por Natalia Viana e Jessica Mota, na Agência Pública
O Paraguai viveu um dia de luto nesta segunda-feira (4). Lino Oviedo, 69, faleceu no sábado (2), após a queda de seu helicóptero. Oviedo, que teve participação no golpe que terminou com a ditadura de Alfredo Strossner, é suspeito da morte de um presidente e foi a favor da destituição do presidente legitimamente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, em junho de 2012. Tentou toda sua vida aspirando chegar à presidência e concorria mais uma vez pelo partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace).