As delegações estrangeiras chegam nesta quarta-feira (14) ao Paraguai para participar dos atos de tomada de posse do presidente eleito, Horácio Cartes, em um palco marcado por fortes protestos de docentes e médicos.
Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; do Uruguai, José Mujica e do Brasil, Dilma Rousseff, comparecerão à cerimônia de posse do presidente Horácio Cartes no Paraguai na próxima quinta-feira (15). A expectativa é que o presidente recém-empossado se reúna com os demais presidentes do Mercosul para tratar de sua reincorporação ao bloco.
A Federação de Educadores do Paraguai (FEP) não cedeu à pressão do ministro de Educação, Horacio Galeano, e confirmou a passeata de protesto nos dias 14 e 15 de agosto durante os atos de transferência do comando presidencial.
Após fazer juramento como novo mandatário, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes se dirigirá ao palácio do governo em um carro conversível utilizado por Jorge Videla em 1977, durante visita oficial à capital paraguaia. Na época, Videla era presente da Argentina.
Os professores paraguaios, em greve há duas semanas, realizaram uma assembleia na manhã desta quinta-feira (8) e decidiram fazer um ato sitiando o centro da capital Assunção, nos dias 14 e 15 de agosto, durante as atividades de troca de governo, quando assume o presidente eleito, Horácio Cartes.
No próximo dia 15 de agosto o novo presidente do Paraguai, Horácio Cartes, tomará posse do cargo. De acordo com o embaixador Federico González, os mandatários de Brasil, Chile, Taiwan, o príncipe da Espanha e sete chanceleres de outras nações confirmaram presença na cerimônia.
A greve dos transportes no Paraguai terminou com o pagamento da dívida com o setor empresarial. No entanto, a greve de professores, que já dura duas semanas, agora se torna a principal fonte de conflito no país.
O Partido Comunista Paraguaio (PCP) denunciou no domingo (4) a negativa do Congresso Nacional a suspender a ilegalidade dessa organização, decretada durante a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).
O Mercado Comum do Sul (Mercosul) optou pela revogação da suspensão do Paraguai a partir do dia 15 de agosto, quando Horacio Cartes assume a presidência do país. Ele, por sua vez, rejeitou o retorno ao bloco, gerando um mal-estar e uma situação de embaraço diplomático entre os países membros (Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela).
Por Théa Rodrigues, da redação do Vermelho
Juíza deve sentenciar os 12 camponeses detidos no Paraguai desde o ano passado, quando 17 pessoas morreram durante um confronto com policiais durante uma ordem de despejo.
A Frente Guasú, coalizão de partidos políticos e organizações sociais, afirmou que os problemas sociais estão se agudizando no Paraguai, e criticou a gestão governamental de Federico Franco, presidente paraguaio desde a destituição do presidente Fernando Lugo, em 2012. Uma declaração da Frente assinalou que o Executivo negligencia setores sociais sumamente sensíveis a toda a cidadania, com os quais o governo anterior, de Lugo, havia logrado avanços importantes.
Uma audiência judicial decisiva sobre o sangrento despejo dos camponeses de Curuguaty, Paraguai, foi restabelecida nesta terça-feira (30), na capital Asunción, com denúncias da defesa por ocultação de provas e bloqueio das vias por familiares de falecidos e detidos.