O senador Aécio Neves (PSDB-MG) conclamou semana passada, da tribuna do Senado, toda a oposição a se unir para promover um “choque de realidade” no país. A tarefa se revela ambiciosa diante do estado em que se encontram os principais partidos oposicionistas, PSDB e DEM.
O governo contabilizou importantes vitórias na Câmara nos seus primeiros 100 dias. Levantamento da Liderança do Governo indica que o índice de fidelidade dos partidos que compõem a base de apoio à presidenta Dilma foi de 92,7%. Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, o resultado é ainda mais expressivo quando se lembra que foram votadas matérias importantes e polêmicas nesse período.
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (7) que a oposição está adotando a postura de "confronto a qualquer preço".
Sessenta e cinco dias depois de tomar posse no Senado, o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) resolveu, finalmente, tentar honrar o papel que a mídia e setores da direita lhe outorgaram de "líder da oposição". Em seu primeiro pronunciamento no grande expediente do Senado, Aécio repetiu o discurso antipetista usado pela oposição na última campanha eleitoral. Fez uma tentativa de resgatar a "herança" deixada pelo governo FHC e disse que fará uma oposição firme mas não hostil.
Sem a presença dos caciques, presidenciável derrotado José Serra e ex-presidente Fernando Henrique, os 8 governadores do PSDB, mais o novo líder nacional da oposição, senador Aécio Neves (PSDB-MG) reúnem-se numa pajelança de amanhã, em Belo Horizonte para decidir o que fazer.
por José Dirceu, em seu blog
O DEM pode ter feito, nesta terça-feira (15), uma das últimas convenções nacionais de sua história — cujas origens remontam à antiga Arena do regime militar. A data-chave do DEM é a eleição municipal de 2012, após a qual a oposição deve abrir uma discussão sobre a fusão dos três partidos.
Dias atrás, escrevi um modesto balanço, centrado nas ações econômicas de Dilma nos primeiros dias de governo. Agora, faço um balanço político.
Por Rodrigo Vianna, nlo blog Escrevinhador
A votação do salário mínimo no Senado, que acontecerá nesta quarta-feira (23), promete dividir mais um pouco a combalida oposição ao governo federal. Ao que tudo indica, o PSDB e o DEM marcharão, de novo, separados.
A definição da pauta de votações para o início da legislatura coloca em campos opostos os partidos da base aliada. O governo e a oposição também têm interesses distintos. A esquerda defende o piso nacional para policiais e a redução da jornada de trabalho. As outras legendas da base do governo, se atenderem à orientação do governo, devem aprovar projetos que aumentem a competitividade da indústria e reduzam gastos públicos. A oposição quer desoneração da folha de pagamento e redução de impostos.
Em 2010 a oposição sofreu uma derrota sem precedentes porque, mais do que eleitoral, foi também política e ideológica. O PSDB retrocedeu ao assumir um discurso de direita. A campanha de seu candidato a presidente, José Serra foi mais do que conservadora — foi de ódio e exploração de preconceitos de todo tipo.
Por José Dirceu, em seu blog
A plenária reuniu lideranças políticas, apoiadores e amigos de Flávio Dino de diversos municípios maranhenses. Na ocasião, foram lançados o livro Flávio Dino – Por um Maranhão de Todos Nós e um DVD,ambos com imagens dos principais momentos da campanha de 2010
A esquerda brasileira deve se preparar para uma luta titânica nos próximos meses e anos vindouros. A calmaria atual, só perturbada pelas conjecturas em torno do novo governo, é só a bonança que antecede a tempestade.
Por Flávio Aguiar