Sancionada pela princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888, a lei que aboliu a escravidão após mais de três séculos de trabalho forçado no Brasil "saiu muito curta, muito pequena, muito conservadora", descreve Lilia Moritz Schwarcz. Ela disse ainda que o "Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão".
Tom Farias colocou o ponto final na biografia de 402 páginas sobre Carolina Maria de Jesus dentro da cela onde ela passou uma semana presa, nos anos 1920. Quarenta e um anos depois da morte da poeta e escritora, o lugar virou Arquivo Público de Sacramento, sua terra natal. Uma cidade mineira de 23 mil habitantes, localizada a 452 km de Belo Horizonte. Tom viajou até lá especialmente para isso.
Por Fernanda Canofre
Justamente em 2018, mesmo ano em que se completa 130 anos da abolição da escravidão, a política de cotas raciais faz 15 anos. Para além de ampliar o leque de oportunidades de estudo e trabalho para os jovens negros, elas também democratizam as universidades e, principalmente, o espaço de poder no Brasil que ainda tem uma sub-representação negra.
Por Verônica Lugarini
O último trabalho de Childish Gambino acumula 30 milhões de visualizações em três dias e despertou um entusiasmo unânime e uma infinidade de análises inteligentes
O Estado brasileiro terá que responder publicamente sobre os homicídios contra adolescentes, em especial os cometidos contra os jovens negros, durante audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Faz 50 anos que o líder negro foi assassinado em um hotel de Memphis. Ele se preparava para jantar quando saiu na sacada e foi atingido pelo disparo de um rifle Remington-Peters
Reconhecida como grande poetisa norte-americana e figura influente da cultura afroamericana, lutou pelos direitos civis e pela igualdade depois de superar um trauma na infância
Winnie Madikizela-Mandela, militante sul-africana que lutou contra o apartheid e conhecida e aclamada por muitos africanos como “a mãe da pátria” e “a mãe da nova África do Sul”, morreu aos 81 anos nesta segunda-feira (2).
Linda Brown, uma mulher do Kansas que na década de 1950 deu nome à ação que acabou com a segregação racial nas escolas dos EUA, morreu nesse final de semana aos 76 anos, de acordo com o jornal de sua cidade natal The Topeka Capital Journal. Quando tinha somente 9 anos se transformou em um símbolo dos direitos civis pelo caso Brown v. Board of Education (Brown contra a Junta de Educação de Topeka), que acabou com as escolas separadas para brancos e negros
Último país das Américas a abolir a escravidão, o Brasil tardou a se preocupar com o acesso dos negros ao Ensino Superior, de forma a reduzir as abissais desigualdades perpetuadas no mercado de trabalho. As universidades brasileiras começaram a reservar vagas para pretos, pardos e indígenas somente no início dos anos 2000, mais de quatro décadas depois das primeiras ações afirmativas nos EUA.
A Organização das Nações Unidas no Brasil divulgou nesta quinta-feira (15) uma nota sobre o assassinato da vereadora da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) pedindo rigor na investigação e “breve elucidação dos fatos”. Já no Parlamento Europeu ocorreu um ato em homenagem à vereadora