Em 2012, Mahmoud Abbas foi apresentado no debate da Assembleia Geral das Nações Unidas como o presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina. Nesta quinta (26), pela primeira vez, foi anunciado como o presidente do Estado da Palestina, estatuto reconhecido ainda em 2012, no mesmo contexto. Na sessão deste ano, a 68ª, Abbas voltou a pedir o compromisso internacional pelo fim da ocupação israelense e por uma paz justa.
Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho
No contexto da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que realiza seu debate geral entre chefes de Estado desde esta terça-feira (24), em Nova York, o presidente estadunidense Barak Obama encontrou-se com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para discutir as negociações com Israel, retomadas no fim de julho. Na segunda-feira (23), Abbas também pediu o apoio de líderes judeus ao processo de paz, em uma reunião na mesma cidade.
O ministro da Economia israelense e líder do partido sionista Lar Judeu, Naftali Bennett está liderando um esforço para suspender a libertação de prisioneiros palestinos, após a morte de dois soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) neste final de semana. Bennett defende as colônias judias em territórios palestinos e é contrário às negociações com os palestinos. Nesta segunda-feira (23), ele e mais seis ministros enviaram uma carta ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O governo palestino, liderado pelo primeiro-ministro Rami Hamdallah, prestou juramento de posse nesta quinta-feira (19), de acordo com fontes do Comitê Central do partido Fatah, à frente da Autoridade Palestina. As negociações de reconciliação com o partido islâmico Hamas e o processo de construção institucional do Estado da Palestina independente têm sido ressaltados por analistas que avaliam a política palestina e as negociações com Israel.
Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho
Vários palestinos saíram às ruas de Ramallah (sede administrativa da Autoridade Palestina, na Cisjordânia), para protestar contra as negociações com Israel, mediadas pelos Estados Unidos e retomadas em 30 de julho. Ainda nesta semana, o Birô Político da Frente Popular para a Libertação da Palestina (que integra a Organização para a Libertação da Palestina) emitiu uma declaração em que condena a retomada das negociações.
A Municipalidade de Jerusalém, através do seu comitê de finanças, aprovou neste domingo (25) o orçamento para o desenvolvimento de um bairro novo em Ramat Shlomo, que está além da Linha Verde (separação teórica entre Israel e Palestina). O orçamento, de 62,4 milhões de shekels (41 milhões de reais), será alocado na construção de infraestrutura para o bairro planejado.
No segundo incidente do tipo em uma semana, soldados israelenses mataram três palestinos no campo de refugiados de Calândia (Cisjordânia), próximo a Jerusalém, nesta segunda-feira (26). As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que a invasão visava a detenção de um “suspeito terrorista”, mas foi recebida por "comportamento violento". A Autoridade Palestina (AP) respondeu com a suspensão das conversações de paz, cuja quarta rodada aconteceria ainda nesta segunda.
O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Abed Rabbo, disse que a equipe estadunidense para as conversações de paz entre os palestinos e israelenses não tomaram qualquer parte nas negociações, até o momento. Rabbo deu declarações à rádio Voz da Palestina, nesta quinta-feira (22).
Uma disputa emergiu nas últimas duas semanas entre os negociadores de Israel e da Autoridade Palestina sobre a natureza e nível de envolvimento do enviado dos Estados Unidos para as conversações de paz, Martin Indyk. Uma matéria publicada pelo jornal israelense Ha’aretz, nesta quarta-feira (21), cita fontes dos dois lados, entre as autoridades, que defendem maior ou menor envolvimento de Indyk nas negociações.
Reunidas nesta terça-feira (20) na capital de Cuba, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) e o governo colombiano avançam em direção ao processo de paz em mais um dia de diálogos. Durante sua exposição, o grupo guerrilheiro sugeriu a criação de uma comissão para investigar a verdade sobre os atos de violência partidária.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) e o governo colombiano retomaram, nesta segunda-feira (19), as negociações pelo fim do conflito armado. Após recesso de pouco mais de uma semana, as partes discutem agora o segundo ponto da agenda preestabelecida, que trata da participação política de ex-membros do grupo guerrilheiro e da garantia de oposição no país.
Nesta segunda-feira (19), o Exército de Liberação Nacional (ELN) da Colômbia anunciou, por meio de um comunicado, a “iminente liberação” do geólogo canadense Jernoc Wobert, que está em poder da organização guerrilheira há sete meses.