Recentemente, o presidente Bolsonaro para justificar o seu apelo para a população romper o isolamento social, atendendo à pressão de parte do grande empresariado e em contraposição à orientação das autoridades de saúde e sanitárias nacionais e internacionais, cita, entre outros itens, o aumento da violência contra as mulheres em decorrência da implementação da medida.
Entidades denunciam a forma irresponsável como o governo federal vem tratando a pandemia do coronavírus
A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida e as ex-deputadas federais Jô Moraes e Angela Albino reforçaram no encontro a importância da participação política das mulheres para a manutenção da democracia.
A viagem de jair Bolsonaro aos EUA, o coronavírus e o dia de pânico nas bolsas de valores são destaque na análise da conjuntura internacional da cientista política Ana Prestes, que também aborda manifestações de mulheres ocorridas em várias partes do mundo, a situação política do novo governo da Argentina e o cessar fogo entre Rússia e Turquia.
Durante um longo espaço de tempo que abrange séculos, milênios até, a história foi escrita por homens que sedimentaram a ideia de que os feitos relevantes na trajetória da humanidade foram realizados por outros homens. Assim, além da luta contra violências de todo tipo, as mulheres também enfrentam o enorme desafio de lutar contra a invisibilidade que é, em si mesma, uma forma de violência contra o direito de existir social e historicamente.
Entendemos a transformação social a partir da atenção e qualidade de vida das mulheres, que tem papel fundamental em suas famílias, locais de trabalho, Igrejas e comunidades.
Entre as grandes conquistas das mulheres está o direito de votar. Apenas em um país o voto feminino foi conquistado no século 19 e há casos em que a direito só foi garantido já nos anos 2000.
O Dia das Mulheres se uniu ao “Encontro Nacional das Mulheres sem Terra”.
Ana Prestes afirma que a reação ao feminismo é proporcional ao avanço da luta contra as desigualdades salariais.
Os movimentos feministas e populares se organizam para mais uma manifestação do Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8) tendo como tema “Por nossas vidas, democracia e direitos! Justiça para Marielle, Claudias e Dandaras!”
São vários os temas que repercutem diretamente na vida das mulheres e que deveriam ser alvo de políticas públicas para reverter o quadro de desigualdades. Para cada um deles, diante de sua complexidade, a resposta do atual governo migra da omissão a propostas simplórias e sem qualquer possibilidade de êxito.
Não sei o que é existir mulher sem feminismo porque me tornei mulher através dele.