A agenda antiambiental do governo Bolsonaro é manifestação clara de submissão ao governo Trump. “Há o desejo evidente de entregar nosso imenso patrimônio natural e mineral à predação de empresas estrangeiras”, alerta o senador Rogério Carvalho (PT-SE), vice-líder da Bancada.
Acuado pelas pressões internas e externas, pelo agronegócio e militares, Bolsonaro recua instalando um gabinete de crise para tentar apagar o incêndio que ele mesmo criou, e que tem consequências em três frentes distintas: a ambiental, as relações internacionais e a econômica.
Por Jorge Gregory*
A avaliação negativa da gestão Jair Bolsonaro (PSL) disparou de 19% para 39,5% entre fevereiro e agosto. A alta da rejeição – de 20,5 pontos percentuais – é um dos dados mais reveladores da nova pesquisa CNT, encomendada pelo Instituto MDA e divulgada nesta segunda-feira (26). A crise na Amazônia teve impacto direto no resultado. Pela primeira vez no histórico de pesquisas do gênero, o meio ambiente aparece entre as áreas “com o pior desempenho” de um governo federal.
Por André Cintra
Representante do Conselho das Populações Extrativistas, Angela Maria Feitosa Mendes vivencia o fogo na Amazônia a partir do Acre. "Meu pai estaria muito triste, e organizaria um grande embate", afirma em entrevista à DW.
O “capetão” Jair Bolsonaro, com a sua repulsa à preservação ambiental, o seu incentivo à violência e ao ódio e o seu “piriri verborrágico”, caminha rapidamente para se tornar um pária no planeta.
Por Altamiro Borges*
O drama das queimadas no Brasil e nas suas imediações oferece uma oportunidade para reflexões sobre a questão ambiental em âmbito mundial. As alegações do governo brasileiro de que não há recursos para combater os incêndios revelam muita coisa.
Por Osvaldo Bertolino
A ex-deputada do PCdoB-RS, Manuela d’Ávila, em adesão ao movimento 342 Artes – união de artistas e ativistas – mobiliza para o protesto em defesa da Amazônia marcado para ocorrer em diversas cidades do país no próximo sábado (24). Inicialmente o atos estão previstos para acontecer em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Natal, Porto Alegre, Brasília, entre outras localidades.
O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar suspeita de enriquecimento ilícito do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre 2012 e 2017, período em que ele alternou a atividade de advogado com cargos no governo paulista. A Promotoria já pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Salles, mas a medida foi negada duas vezes pela Justiça estadual neste mês.
Em nova demonstração de más articulações com o exterior, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu neste domingo (11) que a Alemanha faça bom uso dos recursos do país que seriam destinados à Amazônia e foram suspensos por conta de aumento do desmatamento.
Visita de Salles à Câmara dos Deputados terminou em bate-boca. Bolsonaristas sairam em defesa de provocações do ministro.
Bolsonaro comete crimes contra os povos originários do Brasil, contra o meio ambiente, a preservação da Amazônia e contra a soberania nacional.