Pela primeira vez, uma brasileira é eleita ao Parlamento da Espanha. Trata-se de Maria Dantas que, há 25 anos, vive em Barcelona. Sua plataforma será a de defender o direito de imigrantes e refugiados, além de uma ampla agenda de direitos humanos, combate à extrema-direita e promoção da ecologia.
Decididamente, não há disco mais bonito que o do menestrel prototropicalista nesta temporada.
Por Jotabê Medeiros, na CartaCapital
"Não aceitaremos que a história seja contada por eles, por aqueles que representam os grupos que Marielle em vida enfrentou".
Procurando se distanciar das incômodas revelações que o caso Marielle traz à tona, Bolsonaro vem dando uma série de declarações que não resistem ao olhar do observador mais desatento. Afirma que “só descobri que ele morava lá depois que as notícias se tornaram públicas”, referindo-se ao agora indesejável vizinho.
Por Jorge Gregory*
Em entrevista à Rede Brasil Atual (RBA), o sociólogo Laymert Garcia dos Santos diz que há uma novidade muito grande no que representa Marielle Franco: ela incorpora todas as lutas. Segundo ele, a vereadora representa a luta de gênero, a luta de classe, a luta de raça e por direitos humanos.
Debate essencial na cidade, à luz da execução de Marielle, é sem dúvida o desmantelamento das redes da milícia.
Por Tainá de Paula*
A execução de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, mulher, negra, mãe e figura política comprometida com as causas do povo, completou um ano. A de seu motorista, Anderson Gomes, também. Desde então, não passou-se um dia sem questionar quem mandou matar Marielle. Até agora, não temos respostas, apesar das muitas evidências que parecem conectar o crime, as milícias e os suspeitos presos neste momento – os policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira – à família Bolsonaro.
Por Bianca Borges*
As mentiras (fake news) e o discurso de ódio têm extrapolado os ambientes digitais e midiáticos para gerar violência e morte. O assassinato de Marielle, as ameaças de morte contra o deputado Jean Wyllys, contra a filósofa Márcia Tiburi e contra a professora e pesquisadora Débora Diniz (que os levaram a sair do Brasil por medo) são exemplos disso. Precisamos compreender como esses conteúdos são produzidos, como circulam e que mecanismos podemos usar para enfrentá-los.
Por Renata Mieli*
Presidente e filhos se dividiram entre silêncio, desprezo e em minimizar importância do crime ao longo de um ano de investigações. Após prisão de suspeitos, família adota tom mais defensivo.
“Subo a essa tribuna no dia 14 de março de 2019 vestindo esta camiseta que faz a pergunta que o Brasil e o mundo fazem: Quem mandou matar Marielle? Essa pergunta não está respondida. O Estado brasileiro nos deve essa resposta”, questionou na tribuna a líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Segundo ela, a morte é uma violação ao estado de direito e do modo de pensar.
Catorze de março de 2019. Há um ano, um crime bárbaro chocou o país. Uma vereadora foi assassinada, junto com seu motorista, com diversos tiros. Às vésperas do “aniversário” do crime, os assassinos foram presos, mas o mandante segue desconhecido. Num ato realizado na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (14), parlamentares de diferentes legendas fizeram a pergunta que não quer calar: “Quem mandou matar Marielle?”.
Por: Christiane Peres
Sem que o caso esteja totalmente desvendado, faz um ano nesta quinta (14) dos assassinatos da vereadora Marielle e do motorista Anderson. Com a prisão dos suspeitos das execuções, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, logo surgem as cobranças: Quem matou matar? Qual o motivo?