O juiz federal Sérgio Moro foi confirmado como futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública de Jair Bolsonaro. Parece uma aberração mas, considerando as aberrações que vivemos desde junho/julho de 2013 e mais precisamente desde o processo de ruptura democrática iniciado em 2016, não é. Está perfeitamente dentro da lógica de um plano antinacional, antipopular e antidemocrático perfeitamente arquitetado de fora para dentro do país, e que agora se consolida.
Por Mario Fonseca *
Juiz da Lava Jato assumiria com superpoderes para levar o modelo de arbítrio da República de Curitiba para Brasília. Magno Malta é outro nome cotado para assumir ministério "da Família".
Dando sequência à sua conduta persecutória ao ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro decidiu levantar o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci. Entretanto, a mesma delação foi rejeitada pela Ministério Público que atua na Lava Jato. Para o procurador Carlos Fernando Lima, a delação foi feita pela Policia Federal para demonstrar poder, numa disputa com a Procuradoria da República. A iniciativa de Moro ganhou caráter político por ter sido adotada seis dias antes da eleição presidencial.
A menos de uma semana das eleições, o juiz Sérgio Moro retirou, nesta segunda (1), o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci com a Polícia Federal. Trata-se de trecho da colaboração incluída na ação penal sobre o Instituto Lula. O juiz diz que não vislumbrou “riscos às investigações". Para Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Lula, a decisão teve o "nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados".
A Operação Lava Jato produziu pelo menos três vezes mais prejuízos econômicos para o Brasil do que o valor desviado com a corrupção, de acordo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), que levantou informações sobre os impactos econômicos da operação.
Em mais uma medida que revela o estado de exceção a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está submetido, a juíza federal de Curitiba Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente e que não toma nenhuma decisão sem antes consultar o juiz Sergio Moro, quer determinar que pode ou não ser advogado de Lula.
Por Dayane Santos
Muito em voga nos últimos tempos, a judicialização da política, trazida à tona por meio da Operação Lava Jato, é tema corrente na mídia e gera inquietações na sociedade. Além disso, tem provocado intensas reflexões por parte de juristas e outros especialistas que acompanham os movimentos dos diferentes atores do chamado “sistema de Justiça”.
Por Cristiane Sampaio
Muito em voga nos últimos tempos, a judicialização da política, trazida à tona por meio da Operação Lava Jato, é tema corrente na mídia e gera inquietações na sociedade. Além disso, tem provocado intensas reflexões por parte de juristas e outros especialistas que acompanham os movimentos dos diferentes atores do chamado “sistema de Justiça”.
Por Cristiane Sampaio
Levantamento do Dieese mostra que o setor da construção civil perdeu 600 mil postos de trabalho entre 2014 e 2017, em função da crise econômica, da redução dos investimentos públicos pelo governo Temer e também pelo tipo de combate à corrupção realizado pela Operação Lava Jato – que, em vez de punir os administradores envolvidos em desvio, pune também grandes construtoras, que empregam milhares de trabalhadores.
O caráter político da condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva torna-se cada vez mais evidente pela ação de alguns membros do Judiciário, que intervêm e atropelam a ordem hierárquica entre os juízes, levando a justiça brasileira a uma desmoralização muito forte.
Por José Carlos Ruy*
“Se um juiz se recusa a cumprir a decisão de um tribunal, o que dirá um cidadão comum? O juiz deveria dar o exemplo”, analisa o criminalista Leonardo Isaac Yarochewsky.
Aplaudidos por seu empenho em combater a corrupção, os rapazes de Curitiba entraram de sola nas empresas brasileiras que mantinham contratos com a Petrobras, com as demais empresas públicas e instâncias do governo, desde o âmbito federal até a esfera municipal.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*