Três anos depois de realizar uma midiática operação de busca e apreensão no Instituto Lula e na casa do ex-presidente e de seus filhos, em 2016, a Lava Jato devolveu os materiais que foram arbitrariamente levados pelos policiais. Apesar da demora na retenção dos objetos, a operação não encontrou nenhum indício que tenha colaborado para as investigações.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, que considerou “absurdamente precária e dissociada de provas” a decisão do ex-juiz Sergio Moro ao condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá, disse que a nova condenação proferida pela juíza Gabriela Hardt, envolvendo o sítio de Atibaia, segue o mesmo padrão da produzida por Moro, a quem a juíza substituiu na Lava Jato.
Em nota, a direção nacional do PT afirma que a condenação de Lula vem no momento em que o ex-presidente é indicado ao Prêmio Nobel da Paz por mais de meio milhão de apoiadores. O partido diz ainda que a juíza Gabriela Hardt, que ficou no lugar de Sérgio Moro, condenou Lula sem provas no caso do sítio de Atibaia.
O jornalista Janio de Freitas destaca a coragem de Marco Aurélio Mello em ousar defender a Constituição e lembra a votação de 6 a 5 que negou a liberdade antes do trânsito em julgado: "não só militares e policiais são dados à prepotência contra direitos da cidadania. A decisão audaciosa dos seis ministros foi atitude de prepotência gritante. Não foi a reconsideração de um item constitucional (…) Foi, sim, subjugação da palavra e da primazia da Constituição à vontade coordenada de seis juízes"
A Lava Jato completa, no final de 2018, cinco anos de atuação. Chega ao final dessa meia década com sua principal figura, Sérgio Moro, compondo o ministério do próximo governo do Brasil. Um dos pontos que levanta discussões – e críticas – é a visão de que a operação tratou de forma desigual os supostos casos de corrupção na esfera pública e na privada.
Em artigo no jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas diz que o Brasil voltou a ser um país atrasado de um povo atrasado.
O advogado Cristiano Zanin divulgou nota nesta segunda-feira (26) onde afirma que a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Lula é mais um ato de perseguição política sem precedentes contra o ex-presidente. A denúncia acusa Lula de ter obtido vantagens da empresa ARG que teria sido indicada por ele ao presidente da Guiné Equatorial. Segundo o advogado “acusação foi construída com base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada por Lula”.
Buscar entender os motivos da vitória de Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais é uma tarefa complexa e que exigirá tempo para que os múltiplos aspectos dessa batalha sejam conhecidos, analisados e compreendidos. Ouso tentar contribuir para esse processo.
Por Ronald Freitas*
Mais uma vez a acusação da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou infundada.
Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin aponta que o ex-presidente reforçou sua indignação por estar preso sem ter cometido qualquer crime em uma perseguição judicial.
Ação do Ministério Público Federal (MPF) não apresenta nenhum prova de que o imóvel pertence ao ex-presidente e diversas testemunhas já negaram qualquer relação com Petrobras.
O governador reeleito pelo Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou as redes sociais para comentar sobre a confirmação do juiz Sérgio Moro como ministro do governo de Jair Bolsonaro (PSL).