Após acordo, Ministro deverá comparecer na CCJC, no dia 26 de junho.
O ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, tem sua imagem cada vez mais abaladas após o vazamento das suas conversas pouco republicanas com o procurador Deltan Dallagnol divulgadas pelo Intercept Brasil. A #morotraidordapatria ocupou nesta quinta-feira (13) o trending topic no Twitter no Brasil e no mundo.
Sobre mais um vazamento de conversas entre o então juiz Sergio Moro (ministro da Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, reveladas pelo Intercept Brasil, desta vez sobre uma “articulação com os americanos”, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse no Twitter que em processos judiciais não se pode fazer clandestinamente “articulação com os americanos”.
O editor-executivo do The Intercept Brasil, Leandro Demori, revelou mais uma conversa entre o procurador Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro (ministro da Justiça). Nela, Dallagnol encaminha a Moro mensagens que enviou para um grupo de procuradores da Lava Jato. O nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, foi citado.
Agora, com as informações reveladas pelo The Intercept, em quatro matérias que revelam os bastidores das relações entre os procuradores federais envolvidos na Lava Jato e também o ex-juiz Sergio Moro, atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, tudo faz sentido: os agentes jurídico-judiciais envolvidos com atos ilícitos são os próprios que conduziram a operação Lava Jato.
Por Assis da Costa Oliveira*
O governador do Distrito Federal e ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha (MDB), criticou a troca de mensagens entre o procurador Deltan Dallagnol e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, enquanto o ex-juiz ainda conduzia os processos da "lava jato" em Curitiba. As conversas foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil e mostram Moro orientando o trabalho dos procuradores e até cobrando a força-tarefa por resultados.
Por Tábata Viapiana, do Conjur
Deputado também pediu que Moro explique a situação a parlamentares que integram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara
A condenação sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo então juiz Sergio Moro, vem sendo ainda mais questionada nos últimos dias, após a denúncia de conluio entre ele e procuradores da operação Lava Jato para prender Lula de qualquer maneira e afastá-lo da disputa eleitoral de 2018, segundo mensagens e arquivos divulgados pelo site The Intercept Brasil no domingo (9).
*José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato
Os partidos de oposição (PCdoB, PT, PDT, PSB, PSOL e PCB) ao governo Bolsonaro distribuíram nota conjunta nesta terça-feira (11) defendendo a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional para investigar a conduta do então juiz Sergio Moro (ministro da Justiça), do procurador Deltan Dallagnol e de outros membros do Ministério Público Federal (MPF) envolvidos no escândalo de mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil.
Por Iram Alfaia
Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, defenderam que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça a imparcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, nos julgamentos dos processos do ex-presidente. Os dois defensores foram à Curitiba, nesta terça-feira (11), após o Intercept Brasil revelar o esquema ilegal do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL) e de procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol.
No editorial desta terça-feira (11), o jornal O Estado de São Paulo diz que diante da revelação do conteúdo de conversas suspeitas entre o então juiz Sergio Moro (ministro da Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, entre outros procuradores, reveladas por reportagens do site do Intercept, seria de bom tom que os envolvidos no escândalo se afastassem da força-tarefa. No caso do ministro, o jornal defende a renúncia.
Revelação das conversas entre juiz e procurador evidenciam que a Lava Jato desrespeitou procedimentos legais e a ética para garantir a condenação dos investigados.
Por Paulo Donizetti de Souza e Rodrigo Gomes, da RBA