Na última semana de novembro de 2015, dia 24, uma segunda-feira, selou-se com estrepitoso simbolismo o pacto de mentiras entre a mídia oligárquica e o juiz Sérgio Moro à frente da matilha punitiva de Curitiba. O condottiere da Operação Lava Jato já recebera troféu da família Marinho e se encaminhava para virar, com direito a infindáveis honrarias, o xodó do establishment anti-PT.
Por Nirlando Beirão*
O encontro antecederá a visita de Moro à Câmara, agendada para o próximo dia 26
Glenn Greenwald, com sua coragem, mudou a vida da sociedade brasileira contemporânea. Aquilo que só iríamos descobrir quando nada mais importasse, como na ação americana no golpe de 1964, sabemos agora, quando os patifes e eles são muitos ainda estão em plena ação. Muito ainda está por vir, mas todos já sabemos o principal: a Lava Jato, a joia da coroa do moralismo postiço brasileiro, foi para o brejo.
Por Jessé de Souza*
Deputados avaliaram que o depoimento do ex-juiz Sérgio Moro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado só agravou a situação do ministro do governo Bolsonaro. Não há dúvida de que ele mentiu quando questionado sobre interferência na composição da bancada acusatória do processo do triplex contra o ex-presidente Lula. Esse é o teor das novas conversas entre Moro e o coordenador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol.
O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) mentiu aos senadores durante audiência, nesta quarta-feira (19), à Comissão de Constituição e Justiça. O ex-juiz, flagrado em colaboração ilegal com procuradores da Operação Lava Jato, procurou relativizar um dos atos mais criminosos sob sua magistratura: o grampo que ele realizou, em 2016, de uma conversa telefônica da então presidenta Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve adiar o julgamento sobre a suspeição do ministro Sergio Moro nos processos da operação Lava Jato, marcado para a terça-feira (25). É o que informa a coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira no jornal Folha de S.Paulo.
Tudo considerado, o fato mais relevante a respeito da imagem de Sérgio Moro e da Lava Jato é que o ex-juiz e a operação nunca contaram com o apoio unânime da opinião pública. Nem chegaram perto. Os números relativos à sua taxa de aprovação sempre foram bons, mas abaixo do que deveriam ser. Ou do que se almejava.
Por Marcos Coimbra*
Questionado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre se não “seria de bom tom” se afastar do cargo para permitir que a Polícia Federal (PF) aja com absoluta tranquilidade, o ministro da Justiça, Sergio Moro, respondeu não ter apego ao cargo e admitiu que pode deixá-lo.
Por Iram Alfaia
O ministro da Justiça, Sergio Moro, deixou claro sua linha de conduta no depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, nesta quarta-feira (19). O ex-juiz tem evitado responder diretamente as perguntas sobre sua parcialidade no julgamento do ex-presidente Lula, revelada nas conversas com o procurador Deltan Dellagnol, e em todo momento ressaltou os feitos da operação Lava Jato.
Por Iram Alfaia
Sérgio Moro e Deltan Dallagnol conversaram sobre acusações contra FHC.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que foi um "descuido" repassar pistas de apuração contra o ex-presidente Lula pelo Telegram ao procurador Deltan Dallagnol. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o juiz não entende que esse "descuido" possa ser classificado como conduta imprópria. “Eu acho que simplesmente receber uma notícia-crime e repassar a informação não pode ser qualificado como uma conduta imprópria”, disse o ex-juiz.
Pedido apresentado pelo PSL esta semana acabou sendo retirado de pauta pelos próprios proponentes