Responsável por engavetar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o financiamento de campanha por mais de um ano, o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reclamou da falta de prazo para concluir a análise sobre o pedido apresentado pelo PSDB sobre a impugnação do mandato da presidenta Dilma.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo (23), o ministro Miguel Rossetto, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, afirmou que o país vive um "período de transição" e o impeachment "é uma agenda do passado".
“A atitude dele é puramente política, sem nenhuma consistência jurídica”, afirma o jurista Dalmo Dallari sobre a posição do ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF), de que a Procuradoria-Geral da República deve investigar supostas irregularidades nas contas eleitorais da campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014.
Com uma trajetória de forte participação política e progressista, a consagrada cantora e sambista Beth Carvalho divulgou nota manifestando sua indignação e rechaço contra o movimento direitista Vem Pra Rua, que usou no seu carro de som, durante ato no domingo (16) no Rio de Janeiro, a música Vou Festejar, gravada com a sua voz.
Pesquisa realizada por professores da USP e da Unifesp com os manifestantes presentes no ato de domingo (16), confirmam o que muitos, inclusive o Portal Vermelho, vinham apontando: os manifestantes se dizem democráticos, mas defendem ideias antidemocráticas e têm pensamento seletivo quanto o assunto é corrupção.
Segundo as informações mais recorrentes, teriam sido cerca de 800 mil os manifestantes de domingo (16) contra o governo Dilma, em todo o país. Algumas fontes falam em aproximadamente 500 mil, outras sugerem mais de um milhão. Especula-se se o número de manifestantes teria sido maior ou menor do que nas outras duas manifestações deste ano – parece que a de ontem teria ficado em uma posição intermediária.
Por Reinaldo Del Dotore*, no Brasil 247
O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara Federal, Sílvio Costa (PSC-PE), afirmou que o PSDB e o DEM “não têm ética nem moral” para criticar a presidenta Dilma Rousseff. Para ele, a convocação das manifestações como a deste domingo (16), é uma tentativa desses partidos surfarem na indignação da população.
Neste domingo (16), uma vez mais, desencadearam-se os protestos dos setores conservadores, envolvendo especialmente estratos médios da sociedade. Eles têm um quê de hilário e folclórico. Têm refletido apelos políticos e morais inconsistentes, que mal conseguem formular uma frase dotada de sentido racional.
Por Roberto Bitencourt da Silva*, em seu blog
O vice-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, o cearense Ricardo Barreto, avisa: “O momento é de muita responsabilidade com o País!”. Ele vê com preocupação o cenário nacional, mas não comunga com a tese de impeachment da presidente Dilma Rousseff, como apregoam setores da oposição. Para Ricardo Barreto, ao respeito à Carta Magna precisa ser respeitado e qualquer mudança que ocorra no País, em termos políticos, precisa vir por meio do voto popular.
Renomados juristas lançaram nesta terça-feira (11), Dia do Advogado, um manifesto em defesa da democracia, pela legalidade e em apoio ao governo da presidenta Dilma, contra os intentos golpistas.
A contraofensiva da presidenta Dilma Rousseff surtiu efeito, pois parafraseando o velho ditado: Aécio surta, mas não rasga dinheiro. O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), candidato derrotado nas urnas, disse nesta terça-feira que está “amadurecendo”, ainda, a ideia de ir aos atos convocados pelos grupos golpistas para este domingo (16).
Se o PMDB estivesse com a bola toda para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, iria votar pautas bombas para inviabilizar um hipotético governo do correligionário Michel Temer? Claro que não.
Por Helena Sthephanowitz, para a RBA