O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, rebateu as declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que para ofuscar o golpismo disse que a presidenta Dilma Rousseff "fez barganha política" com o Congresso Nacional.
O acolhimento do pedido de impeachment feito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ, nesta quarta-feira (2), não causou o efeito que o parlamentar esperava. Além de deixar clara a chantagem contra o governo da Presidenta Dilma Rousseff, Cunha recebeu uma chuva de críticas de todos os lados.
A presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, pronunciou-se sobre a decisão do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que enfrenta processo de cassação no Congresso Nacional, em aceitar o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Em declaração pelas redes sociais, ela afirmou que a medida é imoral e fruto de chantagem política.
A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse hoje (3) que repudia o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Não aceitamos este processo de retirada da Presidência uma mulher que foi democraticamente eleita e reeleita. Os ataques que ela vem sofrendo nenhuma de nós podemos aceitar. São ataques sexistas, machistas”, afirmou.
O presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, foi um dos entrevistados da Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (3/12). Na ocasião, Daniel analisou as circunstâncias da abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, aceita pelo presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), na última quarta-feira (2).
Os governadores dos estados da região Nordeste do Brasil se manifestaram contra decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), de aceitar a abertura de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A decisão, segundo os governadores, decorre de propósitos “puramente pessoais” e possui “claro e evidente” desvio de finalidade.
Diante da evidência de crime de chantagem, com a decisão de autorizar a tramitação do processo de impeachment que ocorreu somente depois que deputados do PT anunciaram que votariam contra o peemedebista no Conselho de Ética onde ele é investigado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), convocou coletiva de imprensa nesta quinta-feira (3) para dizer que não fez chantagem e que foi ele quem não aceitou “barganha”.
Um dia após a confirmação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB -RJ) autorizou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), lideranças cearenses condenam a ação, considerada “inaceitável” e um “golpe à democracia”. A decisão de Cunha foi anunciada poucas horas após a bancada do PT decidir votar pela continuidade do processo contra ele no Conselho de Ética.
Em vídeo publicado em seu perfil do Facebook, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Feghali questiona a credibilidade de Cunha para conduzir o processo na Casa.
O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, em entrevista ao Jornal do Brasil nesta quarta-feira (2), afirmou que “não há base jurídica alguma para a abertura do processo”, se tratando de uma ação tomada unicamente com “objetivos políticos”.
Os deputados do PCdoB da Bahia, Alice Portugal e Daniel Almeida condenaram a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de acatar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para o deputado Daniel Almeida, “a Câmara dos Deputados e a Presidência da Casa não podem ser utilizadas para produzir chantagem ao Congresso, ao Brasil ou a qualquer autoridade.”
A melhor palavra para o que Eduardo fez ontem [2] é a seguinte: palhaçada. Não vai dar em nada. Não pode dar em nada. Mas Cunha conseguiu sujar ainda mais sua folha corrida ao acatar o pedido de impeachment de Dilma em circunstâncias patéticas.
Por Paulo Nogueira*, no DCM