Os juristas que se reuniram nesta segunda-feira (7) com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar pareceres e um manifesto em repúdio ao processo de impeachment afirmam que não há fundamento jurídico para que o processo seja levado adiante. De acordo com os juristas, uma das “impropriedades graves” no pedido é o fato de os parlamentares ainda não terem julgado as contas presidenciais.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) se posiciona contra impeachment de Dilma Rousseff. Na última sexta-feira (4) a presidenta da entidade, Carina Vitral, já havia emitido opinião contrária ao processo golpista. “A aceitação do impeachment por Eduardo Cunha é imoral, sua admissibilidade é fruto de uma chantagem política e não terá apoio da UNE!”. Confira abaixo a nota da entidade em repúdio ao processo de impeachment em defesa da democracia.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (7), o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo reafirmou que não há fundamento jurídico para o impeachment e disse que o discurso da oposição de promover uma ruptura da legalidade democrática é um “erro grosseiro”.
Após encontro com juristas no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff repeliu os intentos golpistas e reafirmou a defesa da legalidade e do Estado Democrático de Direito para que o país enfrente a crise e volte a crescer.
A movimentação contra o golpe ganhou um importante reforço nesta segunda-feira (7). A presidenta Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, 30 renomados juristas representantes de entidades que apontam a violação à Constituição feita pela abertura do debate do processo de impeachment por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, no último dia 2.
Aliado fiel de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com uma reputação não menos ilibada, Paulinho da Força, deputado federal pelo Solidariedade de São Paulo, bem que tentou arrastar a Força Sindical para apoiar o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, mas o tiro saiu pela culatra.
Segundo matéria publicada pelo Estadão desta segunda-feira (7), ato convocado pelo autodeterminado Movimento 31 de Julho reuniu cerca de 10 pessoas neste domingo no Rio de Janeiro.
Juristas que participaram do movimento estudantil de Direito nas décadas de 1990-2000 e fundaram a Federação Nacional dos Estudantes de Direito (Fened), juntamente com professores universitários, magistrados, membros do Ministério Público e bacharéis em Direito lançaram nesta segunda-feira (7) o Manifesto dos Juristas contra o Impeachment de Dilma, após uma reunião de vários juristas com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) rechaçou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff aberto pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com base em supostas práticas de irregularidades fiscais. Ele qualificou como descabida essa “argumentação” golpista que tem sido usada por Cunha, PSDB e seus partidos satélites.
Em defesa da democracia e contra o golpismo, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) lançaram neste domingo (6) o movimento Golpe Nunca Mais. Nesta segunda-feira (7), a página do movimento no Facebook já tinha mais de 26 mil curtidas, e será um dos instrumentos da resistência democrática.
Em coletiva neste domingo (6), o governador do Maranhão (PCdoB), Flávio Dino, o ex-ministro Ciro Gomes e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lançaram o movimento nacional em defesa da Constituição e da estabilidade democrática no Brasil: “Golpe nunca mais”, na defesa das regras democráticas estabelecidas na Constituição de 1988.
Além disso, deve saber de “cor e salteado” uma frase lapidar do sagaz Leonel Brizola: “A política ama a traição, mas abomina os traidores!”