Além do apoio a presidenta, o encontro, realizado nesta quinta (17), em Brasília, abordou propostas para a retomada do desenvolvimento no país. Realizado pela Frente Brasil Popular, a iniciativa reuniu representantes das centrais de trabalhadores, entre elas a Central de Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) e personalidades e representantes da Cultura como Chico César, Leonardo Boff e Luiz Carlos Barreto.
Mais uma vez, o povo foi às ruas reafirmar o que foi decidido nas urnas em 2014: a manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff e a defesa da democracia. Na tarde desta quarta-feira (16/12), mais de 20 mil baianos promoveram uma grande caminhada da Praça do Campo Grande até a Praça Castro Alves, deixando claro para a direita golpista que o golpe não passará.
O Portal Vermelho entrevistou Samuel Barbosa, professor do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, para falar sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) da ação impetrada pelo PCdoB contra o golpismo nas manobras do rito do impeachment. O professor destaca que o sistema de governo é presidencialista e que o “impeachment não pode ser um instrumento para política ordinária”, pois corre o risco de ser “banalizado”.
Por Dayane Santos
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (16), ao abrir a 3ª Conferência Nacional de Juventude, que aqueles que tentam interromper seu mandato, conquistado legitimamente nas urnas, não conseguem encontrar uma razão para justificar seus atos.
Com a força da democracia e a determinação daqueles que têm compromisso com o Brasil, 100 mil pessoas tomaram a avenida Paulista em São Paulo para dizer: “Não vai ter golpe!” O ato convocado por entidades do movimento social contou com lideranças dos mais diversos setores contra o impeachment, contra o ajuste fiscal e pela saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Câmara dos Deputados.
Por Dayane Santos e Laís Gouveia
Começaram desde a manhã desta quarta (16) os atos no Brasil contra o golpe, pelo Fora Cunha e contra o ajuste fiscal. Acompanhe pelo Portal Vermelho a movimentação da militância nas ruas contra o impeachment.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), responsabilizou o vice-presidente da República, Michel Temer, pela divisão no partido. Temer, que também é presidente do PMDB, articulou com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma reunião da Executiva Nacional que aprovou, nesta quarta-feira (16), uma resolução estabelecendo que novas filiações de deputados federais e senadores sejam possíveis somente após o aval da Executiva do partido.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) teve requerimento pedindo sua admissão como “amicus curiae” nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) deferido pelo Supremo Tribunal Federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (15) o trâmite do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, após ação movida pela PCdoB na Corte.
A palavra de ordem desta quarta-feira (16) é “Não vai ter golpe!”. É o que prometem as centenas de milhares de pessoas que tomam as ruas em manifestações em todo o país em defesa da democracia e contra o impeachment, pelo Fora Cunha e contra o ajuste fiscal.
A afirmação é de Walfrido Jorge Warde Junior, doutor em direito comercial pela Universidade de São Paulo e assessor de grandes empresas nas bolsas de valores. Segundo ele, “o povo vai perder os milhões que chegaram através das políticas sociais”. Ele afirmou que “o encolhimento da economia terá efeito imediato no emprego e na renda”.
O campo democrático sairá às ruas nesta quarta-feira (16) para denunciar o pedido de impeachment inconstitucional, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha. Convocada pela Frente Brasil Popular, a mobilização nacional tem como princípio reunir setores progressistas contra a persistência da direita em promover um golpe já em andamento, com intuito de derrubar a presidenta Dilma e ignorando o recado legítimo das urnas, o que provoca um cenário de caos e ingovernabilidade,