Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.
Por Jean Wyllys*
Homossexualidade não é doença. Essa foi à frase mais ouvida durante audiência pública realizada pela Comissão de Seguridade Social da Câmara que debateu, nesta quarta-feira (7), “O exercício profissional do psicólogo, a ética e o respeito à homoafetividade". A reunião debateu a Resolução do Conselho Nacional de Psicologia, que impede os psicólogos de colaborarem com eventos e serviços que proponham o tratamento e a cura da homossexualidade.
Criei, anos atrás, o humorado Troféu Frango para premiar bizarrices em geral – quem é leitor deste blog já está acostumado com ele. Hoje, o Frango vai para o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP).
Por Leonardo Sakamoto*
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), por meio de sua Secretaria de Políticas Sociais, participou da oficina “Construindo Igualdade e Oportunidades no Mundo do Trabalho: Combatendo a homo/lesbo/transfobia”. O evento foi promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela Unaids, em parceria com as centrais sindicais. Entre os encaminhamentos, as centrais se comprometeram em elaborar campanha sobre o tema e promover estratégias de combate a homofobia.
Desta quarta-feira (17/10) até a próxima sexta (19), a Secretaria de Educação do Estado promove um encontro de professores, gestores, representantes de movimentos sociais e de universidades para discutir a implementação de temas relacionados ao racismo, sexismo e homofobia no currículo das escolas baianas. Ao final, um documento será confeccionado para nortear as práticas pedagógicas dos docentes.
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, mostrou irritação durante entrevista à rádio CBN, na terça-feira (16), com a pergunta feita pelo jornalista Kennedy Alencar sobre a semelhança entre a cartilha anti-homofobia elaborada durante a gestão do PSDB no governo do estado e o material feito pelo MEC (Ministério da Educação) na gestão de Fernando Haddad (PT), hoje adversário de Serra no segundo turno.
Os homossexuais tornaram-se os novos reféns da política brasileira. O nível canino de certos embates políticos fez com que setores do pensamento conservador procurassem se aproveitar de momentos eleitorais para impor sua pauta de debates e preconceitos.
Por Vladimir Safatle*
O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste domingo (14) que seu adversário José Serra (PSDB) faz ataques pessoais a ele quando critica o kit contra a homofobia produzido durante sua gestão no Ministério da Educação. Os ataques de Serra mostram que continuam vivas as alianças com o conservadorismo evangélico que ele fechou em 2010 — durante a sua fracassada corrida pela Presidência da República.
O senador Paulo Paim (PT-RS) recebeu, nesta quarta-feira (9), integrantes da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT e do movimento social para discutir os rumos do projeto de lei que criminaliza a homofobia. O principal objetivo da reunião foi endossar o nome da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) para a relatoria do projeto, garantindo que a matéria fique nas mãos de parlamentares que historicamente se mostraram favoráveis aos direitos humanos de minorias e de LGBT.
As eleições municipais deste ano vai definir quem serão os/as prefeitos/as e os/as vereadores nos municípios brasileiros no período de 2013 a 2016. Assuntos do âmbito do legislativo e executivo federal, inclusive o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças e adolescentes por estas, ou até o enfrentamento e a criminalização da homofobia, não são da alçada da esfera municipal. Por que então introduzir estes assuntos no debate eleitoral municipal?
Por Toni Reis*
O senador Paulo Paim (PT-RS) pretende indicar um novo relator para o projeto de lei que criminaliza a homofobia logo após a conclusão dos trabalhos da comissão especial de senadores que trata da reforma do Código Penal. A espera é necessária porque a proposta de código em tramitação também tipifica crimes por discriminação ou preconceito de “identidade ou orientação sexual”.
O projeto de lei que criminaliza a homofobia aguarda desde o dia 18 designação de um novo relator na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A relatoria da matéria era da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que no dia 13 deste mês, assumiu o Ministério da Cultura em substituição à cantora e compositora Ana de Holanda.