Em vídeo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a criticar os ativistas que pedem a a saída de Marcos Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Dessa vez, o parlamentar carioca também destilou seu veneno contra a presidenta Dilma Rousseff e as ministras Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres).
O caso do deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) desnuda uma das chagas do sistema democrático brasileiro. Suas manifestações homofóbicas e racistas são caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso de distintas denominações, favorecido pela complacência eleitoral à direita e à esquerda.
Por Breno Altman*
O texto inicial de um substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 que trata da criminalização da homofobia foi apresentado nesta terça-feira (2) pela Secretaria de Direitos Humanos a integrantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBT).
O deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) demonstrou nesta segunda (1º/4) ceticismo sobre a reunião de líderes partidários na Câmara que tratará do seu caso. O encontro estava marcado para esta segunda, mas foi transferido para a semana que vem.
Relator na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do projeto de lei que criminaliza a homofobia, o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a afirmar nesta segunda-feira (25), que é possível alcançar um texto de consenso para a proposta. O parlamentar disse que está conversando “com todos” para apresentar uma redação equilibrada.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu nesta quarta (20) a saída do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa. Alves disse que aguarda "para os próximos dias" que a cúpula da legenda apresente uma "solução respeitosa" para o impasse sobre a permanência do deputado pastor na presidência da comissão. Feliciano é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista.
Milhares de pessoas foram às ruas do Brasil neste sábado (9) em protesto contra a eleição do pastor Marco Feliciano, considerado homofóbico e racista, como presidente da Comissão Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Os protestos ocorreram em cerca de 16 cidades brasileiras marcando assim, a contrariedade das pessoas com esta eleição.
O pastor Marco Feliciano – deputado federal pelo PSC-SP – lançou nesta segunda-feira ( 4) uma espécie de contracampanha em seu site oficial defendendo a indicação de seu nome para a presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A possibilidade de ele assumir o comando do colegiado deflagrou na semana passada a abertura de uma petição online com mais de 43 mil assinaturas de pessoas que são contra a indicação.
"O Congresso Nacional possui uma dívida histórica com a luta do movimento LGBT". Foi o que declarou Julian Rodrigues, coordenador de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo, ao falar sobre a luta pelos direitos civis da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e a aprovação do casamento civil para pessoas do mesmo sexo em São Paulo.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
A agressão sofrida por um casal de lésbicas, que acusa um segurança do Teatro Acbeu, em Salvador, movimentou as redes sociais da internet, desde a ocorrência do fato, na última sexta-feira (1/3). Tanto que, em meios às discussões, os internautas organizaram para essa segunda-feira (4) um ato de repúdio à violência sofrida pelas duas.
A lista do Partido Social Cristão (PSC) para chefiar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara é encabeçada pelo deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Em 2011, Feliciano foi protagonista de uma polêmica ao escrever, em sua página no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva "ao ódio, ao crime e à rejeição". Escreveu ainda que descendentes de africanos são "amaldiçoados".
O agressor, que tem entre 20 e 25 anos, empurrou a jovem no chão, no estacionamento da universidade, e sob pontapés, a chamou de "lésbica nojenta"