No último dia 27, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, comentou a demissão do brasileiro Ricardo Seintenfus do cargo de representante do secretário geral da OEA no Haiti e apresentou novas informações sobre a contribuição de Cuba no combate à epidemia de cólera naquele país.
A OEA (Organização dos Estados Americanos) destituiu seu representante especial no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus, informou neste sábado (25/12) à Agência Efe uma fonte diplomática. A destituição ocorreu após a publicação no jornal suíço Le Temps de declarações atribuídas ao diplomata nas quais questiona o papel da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), presente no país desde 2004, e a política da comunidade internacional para a nação caribenha.
O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, enviou uma saudação aos trabalhadores da saúde cubanos que chegaram neste sábado (25) ao Haiti para prestar ajuda humanitária, juntando-se aos colegas que oferecem seus serviços na luta contra a cólera.
As autoridades eleitorais do Haiti anunciaram que decidiram adiar a divulgação dos resultados da eleição presidencial até o fim da investigação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A Organização das Nações Unidas pediu à comunidade internacional, nesta quarta (15), que preste um maior e mais rápido apoio ao governo do Haiti, frente a epidemia da cólera e a catástrofe causada pelo terremoto de janeiro passado.
A Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH) tem mostrado falta de resultados, criticou o representante da Comunidade Caribenha (Caricom) nessa iniciativa, Percival J. Patterson.
A principal candidata à presidência do Haiti, Mirlande Manigat, afirmou na sexta-feira que não apoia a recontagem dos votos proposta pelo Conselho Eleitoral haitiano.
O presidente do Haiti, René Préval, disse nesta quarta-feira que "a embaixada dos Estados Unidos não é o CEP" (Conselho Eleitoral Provisório), referindo-se a um comunicado em que os Estados Unidos apoiaram a recontagem dos votos das eleições presidenciais e legislativas do Haiti realizadas em 28 de novembro.
Autoridades eleitorais do Haiti anunciaram nesta terça-feira (7) que o candidato governista Jude Celestin disputará o segundo turno da eleição presidencial com a ex-primeira-dama Mirlande Manigat. A divulgação do resultado desencadeou novos protestos.
Há cerca de três semanas, foram publicadas notícias e imagens de cidadãos haitianos atirando pedras e protestando indignados contra as forças da Minustah, acusando-a de haver transmitido cólera a esse país através de um soldado nepalês.
Por Fidel Castro, em Cuba Debate
A candidata Mirlande Manigat somou 31,37% dos votos no primeiro turno das eleições do Haiti, realizadas em 28 de novembro, e disputará a presidência do país com o governista Jude Celestin, que obteve 22,48%. O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) divulgou nessa terça-feira (7) os resultados provisórios da disputa no país — que indicou também que o cantor Michel Martelly ficou em terceiro lugar, com 21,84% dos sufrágios.
As autoridades sanitárias do Haiti confirmaram nesta segunda-feira (6) que 2.120 pessoas morreram no país pela epidemia de cólera que atinge os haitianos desde outubro.