Quem precisa recontar a história da revolução sangrenta que derrotou 18 generais franceses (Napoleão e os espanhóis nada puderam contra a garra dessa gente) e dizimou um terço da população que com muito sangue, suor e convicção, transformou o Haiti na primeira república negra independente?
Por Heloisa Villela*, no Vi o Mundo
Inspirada, quem sabe, no sambista mineiro Ataulfo Alves, que, por sua vez inspirou-se em Cristo, Dilma Roussef desafiou em Havana a quem teria moral de atirar a primeira pedra no debate que ,de modo distorcido, manipulado e enviesado se faz sobre direitos humanos para fazer pré-condenação a Cuba.
Dois anos após terremoto, Haiti ainda convive com escombros e caos de veículos e pessoas nas ruas. Palácio oficial tem tendas da Defesa Civil brasileira e sede improvisada para gabinete do presidente-cantor Michel Martelly. Capital Porto Príncipe pára para ver Dilma, que vistoria QG brasileiro, bota boné azul da missão de paz da ONU e encontra ator hollywoodiano ongueiro.
Por André Barrocal
Em viagem ao Haiti, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (1) a redução do contingente de militares brasileiros no país de 2,2 mil para 1,9 mil homens. O Brasil comanda a Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, criada em 2004.
O ator e ativista estadunidense Sean Penn recebeu nesta quarta (1º/2) o título de embaixador itinerante do Haiti, por seus esforços para a reconstrução do país caribenho depois do terremoto de janeiro de 2010, informou a Presidência.
“Em 1789, a colônia francesa das Índias Ocidentais de São Domingos representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. Era parte integral da vida econômica de época, a maior colônia do mundo, o orgulho da França e a inveja de todas as outras nações imperialistas. A sua estrutura era sustentada pelo trabalho de meio milhão de escravos.”
Por Emir Sader*, no blog da Boitempo
“Os escravos negros do Haiti deram uma tremenda surra ao Exército de Napoleão Bonaparte; e em 1808 a bandeira dos livres se alçou sobre as ruínas.”
Por Eduardo Galeano, no blog do Emir Sader
A angústia de milhares de haitianos que migram para o Brasil será um dos principais temas da conversa da presidente Dilma Rousseff com o presidente do Haiti, Michel Martelly, nesta quarta (1º/2), em Porto Príncipe. Para o governo haitiano, o assunto é considerado de relevância máxima.
Há vários dias circula na Internet uma ilustração que o portal Cubadebate divulgou por motivo da nova campanha midiática anticubana e para mostrar o respaldo de muitos diante das mentiras expostas sobre a Ilha. A imagem, publicada em várias páginas da internet, foi criada em abril de 2010 pelo desenhista e blogueiro madrilenho Francisco Arnau.
Por Amelia Duarte de la Rosa
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz parte da comitiva da presidenta Dilma Rousseff em visita à Cuba, com a missão de aprofundar a cooperação em pesquisas, desenvolvimento de medicamentos e transferência tecnológica entre os dois países. Acordos bilaterais já existentes envolvem 38 projetos, 12 deles tidos como prioritários – referem-se à terapia e ao diagnóstico de diferentes tipos de câncer, tratamento de diabetes e produção de vacinas preventivas e terapêuticas.
O juiz de instrução encarregado do caso do ex-presidente haitiano Jean-Claude Duvalier recomendou que o ex-ditador seja julgado por desvio de recursos. O magistrado não se referiu às demais acusações que pesam sobre o ex-ditador, que vão desde desaparecimentos até torturas e assassinatos.
A presidente Dilma Rousseff deve ficar menos de oito horas no Haiti, após deixar Havana, no dia 1º de fevereiro, mas a expectativa é que ela faça um firme pronunciamento em relação ao futuro da missão de paz das Nações Unidas (Minustah), aquartelada no país sob comando das Forças Armadas do Brasil.