Tese denuncia o racismo embutido no mito da preguiça baiana
Fabrício Marques
Chegou ao fim o pesadelo de cinco homens que eram mantidos em situação análoga à escravidão em uma fazenda na cidade de Campanha, no Sul de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Militar, há cinco meses, eles trabalhavam para um conhecido fazendeiro na região.
No café da manhã, minha mulher lembrou que ontem foi treze de maio. Não fosse a sua lembrança, eu não escreveria esta crônica.
Por Urariano Mota.
O real significado do 13 de maio, data que marca a assinatura da Lei Áurea no Brasil, que deu “fim” à escravidão, é polêmico e questionado pelo movimento negro. Neste artigo, o coordenador da União de Negros pela Igualdade – Seção Bahia (Unegro-Ba), Jerônimo Silva, discute a questão e defende que o protagonismo do processo abolicionista, simbolizado nas elites brasileiras, é, na verdade, do povo negro e que, até hoje, não houve a tão pregada libertação. Confira.
A União de Negros pela Igualdade – Seção Bahia (Unegro-Ba) prepara um ato, em Salvador, para lembrar o 13 de maio, data que marca a assinatura da lei que instituiu o fim da escravidão no Brasil, e que passou a ser, também, o Dia Nacional Contra o Racismo. O movimento acontece na estátua do líder quilombola Zumbi dos Palmares, instalada na Praça da Sé, a partir das 14h.
O vereador Evaldo Lima (PCdoB), destacando a instituição do dia 25 de março como Data Magna no Ceará, evidenciou na sessão desta quinta-feira, 7, o posicionamento do Estado, enquanto província, na abolição da escravidão. “Fomos a primeira província a abolir a escravatura, quando haviam cerca de 33 mil escravos no Ceará”, ressaltou o parlamentar.
O deputado estadual Lula Morais (PCdoB) justificou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (07/03), a importância histórica do dia 25 de março para o Ceará. Na data foi instituído, por emenda constitucional, o feriado da Data Magna do Ceará.
O estado do Mississippi esperou 149 anos para aprovar o fim da escravidão; o estado ratificou 13° Emenda somente em 1995 (131 anos após o fim da escravidão no país) mas como nunca havia entregado cópia ao Registro Federal, a lei não valia…
Em 2012, a maioria (64,7%) dos trabalhadores resgatados nas ações de combate ao trabalho escravo no estado de São Paulo estava na capital. Segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano passado, 213 trabalhadores foram liberados de condições análogas à escravidão. Desses, 138 na cidade de São Paulo. Em 2011, foram libertadas 180 pessoas no estado, 32 delas (17,7%) na capital.
Mais um filme de Quentin Tarantino chega às telas, e mais uma vez a polêmica se instaura sobre a glorificação da violência, o espetáculo da morte. Desta vez, ao invés de reescrever a morte de Hitler, como fez em Bastardos Inglórios, o cineasta e roteirista propõe nada menos do que reescrever a história da escravidão nos Estados Unidos.
Por Bruno Carmelo (*)
Em 1872 a população escrava no Brasil representava 15,24% da população. Os estrangeiros somavam 3,8%, a maioria deles portugueses, alemães, africanos livres e franceses. Os números são de um censo que é a única contagem da população durante o período imperial feita em todo o território brasileiro.