Tal como aconteceu na Tunísia, também no Egito o povo não desiste de conquistar o futuro. Na segunda-feira (7), de acordo com a Al Jazeera, pelo menos dois milhões de pessoas exigiam nas ruas das principais cidades do país – com destaque para o Cairo, Alexandria ou Suez – os direitos sociais e laborais, a justiça social, a democracia e a liberdade negadas durante décadas de ditadura, como refere a nota de solidariedade divulgada pelo PCP.
O Partido Comunista Português (PCP) lançou nota em solidariedade à luta do povo egípcio que, desde o dia 25 de janeiro, tomou as ruas do país em protesto ao governo do presidente do Egito, Hosni Mubarakpor.
Em entrevista a Amy Goodman, do Democracy Now, o linguista e professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Noam Chomsky, analisa o desenrolar dos protestos no Egito e o comportamento do governo dos Estados Unidos diante deles. Na sua avaliação, o governo Obama está seguindo o manual tradicional de Washington nestas situações.
A Revolução do Jasmin na Tunísia e o levante popular para derrubar três décadas de governo do presidente egípcio Hosni Mubarak motivaram delegações no Fórum Social Mundial que acontece em Dacar, no Senegal.
Por Thandi Winston, na agência IPS
Se emocione com a iniciativa de milhares de pessoas em todo o mundo que apóiam a revolução egípcia e exigem o fim do governo do presidente Hosni Mubarak. Nesta terça-feira (8) o país entrou no 15º dia de protestos. Segundo as agências internacionais, longe de mostrar cansaço, os manifestantes revelam vigor e disposição, já que nos últimos dias as manifestações têm batido recordes de participação.
“A política do governo dos EUA de maximizar os deficits orçamental e comercial e a política da Reserva Federal de monetarizar o deficit orçamental e os fraudulentos ativos em papel dos grandes bancos, fazem com que o dólar caminhe para o seu desaparecimento. Talvez não esteja longe o dia em que os governantes deixem de vender os seus povos a troco de dinheiro estadunidense”, artigo de Paul Craigs Roberts.
O comitê central do partido Tudeh, do Irã, divulgou um comunicado no último domingo em solidariedade ao movimento que luta contra o regime do ditador Mubarak, no Egito, há cerca de 15 dias.
Os principais jornais e analistas do ocidente têm falado cada vez mais na conveniência de em se adotar um “modelo turco” no Egito, em que militares atuariam de forma a conter o radicalismo islâmico dentro de um modelo constitucional. Tornou-se freqüente nos últimos dias ouvir a avaliação de que os militares têm sido uma força fundamental para manter a calma e a estabilidade nessa crise e espera-se que cumpram um papel crucial na transição que se anuncia.
Por Reginaldo Nasser*, em Carta Maior
A oposição decidiu intensificar a partir desta terça-feira (8) as manifestações em protesto ao governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak. Na manhã do 15º dia de protestos no país, milhares de pessoas ocuparam a Praça Tahrir – local de concentração das manifestações no Cairo. Centenas de manifestantes acamparam em tendas e alguns se abrigaram perto dos tanques do Exército, estacionados nos arredores da praça.
Será estrada longa, de ventanias, traiçoeira e talvez sangrenta, antes que a revolução popular egípcia sequer sonhe com aproximar-se do modelo da Indonésia pós-Suharto (a democracia maior e mais plural que se conhece, em país de maioria muçulmana) ou do modelo da Turquia atual (também sancionado nas urnas).
Por Pepe Escobar, no Asia Times Online
Diversos pesadelos rondam a mente das autoridades de Israel sobre o "dia seguinte" à queda do atribulado regime egípcio, convencidas de que a estabilidade de seu país depende da continuidade de Hosni Mubarak no convulsionado país vizinho.
Pierre Klochendle, na agência IPS
O Egito foi o segundo grande receptor de ajuda externa dos Estados Unidos durante décadas, depois de Israel. O regime de Mubarak recebeu cerca de US$ 2 bi ao ano desde que assumiu o poder, em sua imensa maioria para as forças armadas. Onde foi parar esse dinheiro? Foi para empresas dos EUA. O dinheiro vai para o Egito e logo volta para pagar aviões F-16, tanques M-1, motores de aviões, mísseis, pistolas e latas de gás lacrimogêneo.
Por Amy Goodman, em Democracy Now!