Os enfrentamentos entre manifestantes que exigem a renúncia do governo provisório que assumiu após a queda de Hosni Mubarak são os mais graves ocorridos no último mês. Médicos e ativistas políticos disseram que há 498 feridos. Com as vítimas deste domingo, o número de mortos nesta nova escalada de violência chegou a 42. Durante os protestos foram incendiados os fundos da Academia Científica do Egito, uma das maiores bibliotecas do país.
Militares egípcios atacaram pelo quarto dia seguido manifestantes na Praça Tahrir, no Cairo, matando ao menos três pessoas, de acordo com agências de notícia internacionais. O subsecretário de Saúde, Adel Adaui, afirmou que 201 ficaram feridas no domingo (18) e a estimativa é de que dez pessoas tenham morrido e mais de 500 tenham sofrido ferimentos nos últimos quatro dias.
Dez pessoas morreram, quase 500 ficaram feridas e mais de uma centena foram detidas em três dias de confrontos entre manifestantes civis, polícia e militares no centro do Cairo, a capital egípcia. O clima de violência instalou-se na cidade. Manifestantes se opõem à liderança militar, no poder desde a saída do presidente Hosni Mubarak.
Oito pessoas morreram na sexta-feira (16) e 299 ficaram feridas no Egito, numa ação do Exército para conter manifestantes que protestavam em frente à sede do Conselho de Ministros, no centro do Cairo. Uma fonte dos serviços de segurança contou às agências internacionais de notícias que os soldados prenderam diversas pessoas. Mas não se sabe ao certo qual o número de detidos.
Soldados do Exército e policiais do Egito reprimiram novamente nesta sexta-feira (16) manifestantes que protestavam diante da sede do governo, no centro da cidade do Cairo. Membros da oposição confirmaram a existência de dezenas de feridos.
Mais de 18 milhões de egípcios estão convocados às urnas para a segunda etapa das eleições legislativas, que serão realizadas a partir desta quarta-feira (15) em nove províncias do país.
As Forças Armadas do Egito, que estão no poder atualmente, anunciaram nesta quinta-feira (8) que encarregaram um "conselho consultivo" de preparar o procedimento de elaboração de uma Constituição, ignorando os pedidos de outras forças políticas e da organização religiosa Irmandade Muçulmana de deixar a prerrogativa a um parlamento eleito, que deverá ser dominado pelos islamitas.
O PLJ (Partido Liberdade e Justiça), braço político no Egito da organização islâmica Irmandade Muçulmana, venceu a primeira das três fases das eleições legislativas do país. O anúncio oficial da Junta Eleitoral foi feito nesta quarta-feira (07).
Os candidatos do partido da Irmandade Muçulmana, o PLJ (Partido da Liberdade e da Justiça), conquistaram 36 cadeiras na Assembleia do Povo (câmara baixa do Parlamento egípcio) na segunda etapa das eleições legislativas egípcias.
Centenas de egípcios voltaram às urnas nesta segunda-feira (5) para o segundo turno da eleição parlamentar por distritos, a primeira desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak em fevereiro. Na nova rodada de votação, o partido da Irmandade Muçulmana tentará ampliar sua vantagem sobre a coalizão salafista e partidos liberais.
A soma dos votos conquistados pelo Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, e a formação salafista Ao Nour chega a 60%, conforme apuração dos primeiros resultados das eleições legislativas egípcias.
O presidente da Junta Eleitoral do Egito, Abdelmoaiz Ibrahim, informou nesta sexta-feira (2) que a participação nos dois dias do primeiro turno das eleições legislativas egípcias, realizadas na segunda e na terça-feira, alcançou a marca dos 62% – o equivalente a 8,5 milhões de eleitores.