Os resultados finais das primeiras eleições parlamentares pós-Hosni Mubarak confirmaram uma vitória arrasadora para os partidos islâmicos, com o Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político do movimento Irmandade Muçulmana, conquistando a maior parte das cadeiras da Assembleia do Povo (equivalente à Câmara dos Deputados). O partido salafista (que prega o rigor islâmico) Nour ficou em segundo.
A cinco dias da data em que teve início a revolta popular que derrubou Hosni Mubarak da presidência do Egito, várias pessoas dirigiram-se à Praça Tahrir, no centro do Cairo, para antecipar as comemorações do primeiro aniversário do movimento. Sob forte pressão interna e externa, Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro do ano passado, depois de quase três décadas no poder.
O egípcio Mohamed ElBaradei, ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, anunciou neste sábado (14) a retirada de sua pré-candidatura à Presidência do Egito. Ele disse que não pode se candidatar "a não ser em um regime democrático verdadeiro".
A Irmandade Muçulmana vai controlar quase metade dos assentos do primeiro Parlamento egípcio eleito depois que uma insurreição derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak no ano passado, de acordo com uma projeção divulgada pelo grupo nesta sexta (13).
Os líderes políticos e religiosos do Egito se comprometeram nesta quarta-feira (11) a cumprir os objetivos da revolução, a transferir o poder para uma autoridade civil e a respeitar os resultados das eleições legislativas.
Um ano depois da revolução que tirou do poder o ex-presidente Hosni Mubarak, muitas mulheres do Egito passam por um momento de decepção com a política do país.
Algumas figuras políticas laicas do Egito temem que o país se converta numa teocracia, após a esmagadora vitória dos partidos islâmicos no segundo turno das eleições legislativas. Mas muitos analistas não acreditam que ocorram mudanças radicais.
Os egípcios foram às urnas nesta terça-feira (3), na terceira e última rodada das eleições parlamentares que até o momento vêm dando aos partidos islamistas o maior número de cadeiras na assembleia que conduzirá a transição para um governo civil.
O Tribunal do Cairo, onde o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak está sendo julgado, decidiu nesta segunda-feira (2) começar a ouvir as alegações da acusação e da defesa, considerado o último passo antes da sentença, a partir de terça-feira (3). Na audiência desta segunda (2), Mubarak, de 83 anos, chegou de maca.
Um dos altos cargos da Irmandade Muçulmana egípcia, Sobhi Salé, afirmou nesta quinta-feira que o partido Liberdade e Justiça aplicará a Chariá no país e proibirá o consumo de álcool, segundo indica o diário egípcio Al-Masry al-Youm.
Milhares de egípcios responderam nesta sexta-feira (23) ao chamado de cerca de vinte de organizações políticas para "recuperar a honra" e exigir a renúncia da Junta Militar, responsabilizada pela morte violenta de pelo menos 16 manifestantes.
A capital do Egito, Cairo, foi palco de choques entre manifestantes e policiais pelo quinto dia consecutivo nesta terça-feira (20), quando centenas de mulheres saíram às ruas para protestar contra a violência usada pelo regime para reprimir manifestações.