Mohamed Morsi, eleito em junho, deverá visitar o Brasil no fim de setembro, antes da Cúpula América do Sul-Países Árabes, programada para ocorrer no Peru.
Milhares de palestinos de Gaza retidos em vários países poderão voltar para casa hoje, após a reabertura da passagem de Rafah, fechada há cinco dias pelo governo egípcio.
A pergunta mais imediata que se tem de fazer aqui é: o que os EUA teriam a ganhar, afinal, na conquista de Damasco, que perseguem com violência e bestialidade brutais, se já perderam Cairo e Bagdá?
Por M K Bhadrakumar*, em Asia Times Online
A Primavera Árabe representou uma verdadeira revolução no Oriente Médio, quando cidadãos egípicios começaram a se mobilizar contra o governo de Hosni Mubarak por meio das redes sociais. O cartunista brasileiro Carlos Latuff teve muitas de suas charges usadas em protestos no Egito. Segundo ele, ativistas entravam em contato com ele via twitter solicitando trabalhos para as manifestações.
O vice-presidente iraniano, Mohammad Baqai, chegou ao Egito nesta terça (7) para entregar ao presidente Mohamed Morsy um convite para a 16ª cúpula do Movimento de países Não-Alinhados, prevista para acontecer em Teerã no final deste mês.
Grande segredo e muitos boatos dominam o espectro político do Egito à espera de que o presidente Mohamed Morsy revele quem será seu premiê, mais de duas semanas após tomar posse.
Em discurso na tarde deste domingo (15), pouco depois de se reunir com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o chefe militar do Egito, Hussein Tantawi, disse que as Forças Armadas não permitirão que nenhum grupo impeça o Exército de cumprir seu papel de “proteger o povo egípcio”.
A vitória eleitoral da Fraternidade Muçulmana e dos salafistas no Egito (janeiro 2012) não é surpresa. A degradação produzida pela globalização capitalista contemporânea levou ao crescimento prodigioso de atividades ditas “informais”, as quais, no Egito, são já meio de vida para mais da metade da população (as estatísticas já falam em 60%).
Por Samir Amin*
A Câmara baixa do Parlamento egípcio retomou nesta terça-feira (10) suas sessões, depois de o presidente Mohammed Mursi ter ordenado seu restabelecimento. O Parlemanto havia sido dissolvido no mês passado pela Junta Militar, com base em uma decisão do Tribunal Constitucional que anulou o pleito legislativo.
A Suprema Corte constitucional do Egito rejeitou definitivamente nesta segunda-feira (9), após reunião de emergência, o pedido do presidente Mohamed Mursi de restabelecer o Parlamento egípcio.
As egípcias, cercadas de voluntários encarregados de sua segurança, fizeram uma manifestação na sexta-feira na Praça Tahrir, no Cairo, para denunciar as agressões sexuais que sofreram neste local que virou símbolo da revolução em 2011.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, convidou nesta quinta-feira (05) o novo chefe de Estado egípcio, o islamita Mohammed Mursi, à cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (MPNA) prevista para o final de agosto em Teerã. As informações são da agência oficial de notícias iraniana Irna.