A Presidência egípcia recusou a formação de um governo de salvação nacional, uma das exigências de seus opositores para contribuir com um diálogo que resolva a crise deste país.
O governo egípcio aprovou nesta segunda (28) projeto de lei que autoriza o presidente Mouhamed Mursi a utilizar as Forças Armadas na “preservação” da segurança no país. A medida, que ainda precisa ser ratificada pelo Parlamento, vai permitir que o chefe de Estado utilize o apoio sempre que julgar necessário.
As cidades egípcias de Port Said, Suez e Ismailia, no Norte do país, cumpriram suas primeiras 10 horas do toque de recolher decretado pelo presidente Mohamed Morsi, que convocou para esta segunda (28) um diálogo com a oposição.
A polícia reprimiu com violência as manifestantes no Cairo, Alexandria e Suez , nesta sexta-feira (25), por ocasião do segundo aniversário da revolta contra Hosni Mubarak. Segundo os serviços de segurança, mais de 100 pessoas ficaram feridas em todo o país. No Cairo, os manifestantes estão concentrados na Praça Tahrir, símbolo da revolução popular de 2011 que derrubou o então ditador Hosni Mubarak. Eles protestam contra o presidente islâmico Mohamed Mursi e exigem uma "nova revolução".
Alvo de protestos e críticas, o presidente do Egito, Mouhamed Mursi, afirmou nesta sexta-feira (29) que a nova Constituição, aprovada em referendo, assegura a igualdade dos direitos de todos. Em discurso no Parlamento, ele reiterou a importância da legislação. "Todos são iguais perante a lei e nesta Constituição", disse. “[Haverá] liberdade para todos, sem exceções".
A Frente de Salvação Nacional, que reúne grande parte da oposição egípcia, convocou nesta quinta-feira (27) o povo egípcio a rechaçar a nova Constituição do país, aprovada por meio de referendo nos dias 15 e 22 de dezembro.
A nova Constituição do Egito, de linha islamista, passou a vigorar como lei básica do país após a sanção do presidente Mohamed Mursi, que espera que a nova Carta ajude a pôr fim à turbulência política e permita ao governo concentrar-se em medidas para recuperar a fragilizada economia.
Neste domingo (23), os egípcios aprovaram, em referendo com 64% de apoio, o projeto de Constituição questionado por diversos partidos e grupos do país. Eleitores de 17 províncias participaram da segunda fase da consulta, que decorreu sem incidentes. De acordo com dados não oficiais, 57% disseram ser favoráveis à proposta, contra pouco mais de 43%.
O vice-presidente egípcio, Mahmud Meki, anunciou neste sábado (22) renúncia do cargo por considerar que “terminou a missão de serviço à pátria”, segundo os órgãos de comunicação estatais.
Os egípcios em 17 estados do país estão votando neste sábado (22) desde cedo na segunda e última etapa de um referendo nacional sobre a nova Constituição.
A oposição do Egito prepara nesta terça (18) manifestações em todo o país em protesto à implementação do novo texto da Constituição. No próximo dia 22 ocorre o segundo turno das votações do referendo que definirá o conjunto de normas. Analistas políticos dão como certa a aprovação. Para segmentos da sociedade egípcia e a oposição, o texto não representa os anseios da população.
Os partidários do "sim" no referendo constitucional egípcio saíram vitoriosos da primeira rodada de votação, que se estendeu até tarde da noite no sábado, conforme os resultados parciais difundidos no domingo.