O vice-presidente egípcio Mohamed ElBaradei apresentou nesta quarta-feira (14) a sua demissão, após os confrontos violentos registados nas últimas horas no Egito.
O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, criticou nesta quarta-feira (14) o uso da força pelas autoridades egípcias contra as manifestações populares, com saldo de centenas de mortos, de acordo com informes preliminares.
Segundo informações das agências de notícias, ao menos 95 pessoas teriam sido mortas na manhã desta quarta-feira (14), após as forças de segurança do Egito terem agido para remover dois acampamentos de apoiadores do presidente deposto Mohammed Mursi nas ruas do Cairo.
Delegações do Egito, Sudão e Etiópia debaterão no final deste mês o conflito gerado pelo uso da água do rio Nilo, afirmaram fontes oficiais nesta segunda-feira (12) na cidade do Cairo.
O Judiciário do Egito anunciou, nesta segunda-feira (12), que estenderá o período de detenção do presidente deposto pelo Exército, Mohammed Mursi, por mais 15 dias, pendente de uma investigação sobre a sua “colaboração” com o Hamas, movimento de resistência islâmica que controla a Faixa de Gaza palestina, em um evento ocorrido em 2011, quando o país ainda era governado pelo ex-presidente Hosni Mubarak.
O secretário-general da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, voltou a exigir, nesta quarta-feira (7), a liberação do presidente egípcio deposto e detido pelo Exército, Mohammed Mursi, além de convocar um processo real de reconciliação no país norte-africano.
O Governo interino do Egito, instalado após a destituição do presidente Mohammed Mursi, deu por terminados os esforços de mediação internacional para a crise política no país, nesta quarta-feira. Além disso, afirmou que a Irmandade Muçulmana, da qual Mursi faz parte, será responsável pelo fracasso das negociações e pelas “consequências futuras”.
O general Abdel Fattah al-Sissi, que depôs Mohammed Mursi da presidência do Egito há um mês, encontrou-se neste domingo (4) com representantes islamitas. A reunião faz parte da ronda de negociações em que se tenta encontrar uma solução política e pacífica para o conflito que eclodiu com a deposição.
No contexto em que o Egito encontra-se, imerso na violência nos sucessivos protestos, a Turquia suspendeu a realização de vários acordos com o país norte-africano, nesta terça-feira (30). O governo turco qualificou de “golpe de Estado” a destituição do presidente egípcio Mohamad Mursi pelo Exército do país, no começo deste mês.
Apesar da violência extremada e das medidas do Governo interino do Egito, que incluem a permissão para a prisão de civis pela polícia militar, milhares de partidários do presidente destituído no começo do mês, Mohammed Mursi, voltaram às ruas nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (29), na capital egípcia, Cairo. Neste sábado (27), 72 pessoas morreram nos protestos, pelo que o governo interino de Adli Mansur afirmou estar “entristecido”, no domingo (28).
O presidente do Egito deposto em 3 de julho, Mouhamed Mursi, ficará detido na mesma prisão de Torah, na qual está o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que renunciou ao poder em fevereiro de 2011 sob pressão popular.
A cidade do Cairo, capital do Egito, viveu mais um dia de intensos confrontos entre manifestantes islamistas e policiais antimotins, nos arredores da mesquita de Rabaa Al Adawiya, no bairro de Cidade Nasser, de acordo com fontes oficiais.