O mais recente levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) relacionando dados de 30 países ao longo de 50 anos identificou no Brasil a terceira maior retração industrial, atrás apenas de Austrália e Reino Unido que se afastaram da indústria como consequência da elevação de renda per capita, diferente do Brasil que passa a liderar o ranking de industrialização precoce.
Por Ergon Cugler*
O quadro atual de desindustrialização faz país regredir ao passado dos ciclos produtivos de antes de 1930. locais e desintegrados do conjunto da nação.
Por Marcio Pochmann*
Nas últimas décadas, a industrialização deixou de ser prioridade tanto para liberais e para economistas de esquerda. Os primeiros apostaram as fichas nas reformas neoliberais e no tripé macroeconômico. A esquerda aceitou o novo regime, supondo que isso levaria ao desenvolvimento econômico desde que fosse complementado por política industrial. Concentrou-se em promover o aumento do salário mínimo e das transferências de renda para os mais pobres.
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira*
Participaram do debate, organizado pela seção estadual da Fundação Maurício Grabois, nomes como Jandira Feghali, líder da minoria no Congresso; o grande antropólogo Luis Eduardo Soares; Elias Jabbour, Presidente da Fundação Maurício Grabois; e Jefferson Moura, sociólogo que mediou a discussão.
Se as exportações representam um dos principais indicadores da vitalidade econômica de um país, o Brasil tem razões para se preocupar. Graças ao prolongado cenário de desindustrialização da economia – ou seja, a participação cada vez menor da indústria no PIB do País –, sete commodities respondem hoje metade do valor das exportações brasileiras.
O jogo estratégico dá-se entre o polo dominante e a capacidade de resposta dos países em desenvolvimento.
Discutir um projeto nacional de desenvolvimento em novas bases para a reconstrução do Brasil. Esse foi o objetivo da Fundação Maurício Grabois na realização do seminário “Desafios para a Retomada do Desenvolvimento Nacional”, realizado em São Paulo, nesta sexta-feira (23).
Por Dayane Santos
“O emprego metalúrgico no Brasil vive uma fase de regressão e precarização”, declarou o dirigente metalúrgico Marcelino da Rocha em entrevista ao Portal Vermelho. Ele é presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), uma das organizações de trabalhadores que compõe o Movimento Brasil Metalúrgico em defesa dos direitos do segmento e que reúne representantes de todas as centrais sindicais do país.
Por Railídia Carvalho
O sociólogo Zito Vieira, diretor de Serviços da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), foi o convidado da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, filiado à Fitmetal, na primeira reunião deste ano de 2018, realizada na manhã desta segunda-feira (29), no Clube dos Metalúrgicos, em Betim.
A empresa do setor de calçados, Alpargatas SA, encerrou as atividades as atividades em sua fábrica no município de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte. A fábrica, que estava há mais de 25 anos no município, dispensou 375 funcionários. Segundo Wellington Duarte, dirigente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RN), indiretamente quase 2 mil pessoas serão atingidas.
“Hoje trabalhadores e empresários industriais estão excluídos no Brasil”, afirmou o ex-ministro e professor da Fundação Getúlio Vargas, Bresser-Pereira, durante o debate “Indústria e Desenvolvimento” nesta terça-feira (15), em São Paulo. Clemente Ganz, do Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Marilane Teixeira, pesquisadora da Unicamp, também foram palestrantes do evento organizado pela Fitmetal e pela CTB.
Por Railídia Carvalho
A suspensão dos contratos da Petrobras com empreiteiras brasileiras, nos últimos dois anos, paralisou vários segmentos da indústria nacional. Entre os mais afetados, estão os setores metalúrgico, naval e de construção civil.
Por Daniel Giovanaz para o Brasil de Fato