Enquanto bancos celebram lucros astronômicos, em meio à pandemia, setor produtivo, comercial e consumidor mergulham em recessão, sem que isso afete a inflação.
Taxa básica de juros passou de 3,5% para 4,25% ao ano, o que deve desestimular produção, consumo, emprego e renda, para controlar a inflação.
Em sua última reunião, realizada em 4 e 5 de maio, o comitê aumentou a taxa básica em 0,75 ponto percentual, levando-a ao patamar de 3,5% ao ano.
Para CNI e Fiesp, alta da Selic atrasa recuperação econômica
O aumento de 0,75 ponto percentual ficou dentro do previsto pelo mercado financeiro. Analistas projetam juros em 5,5% ao ano até o fim de 2021.
Na semana anterior, a projeção era 6,13% ao ano. Para 2021, foi mantida a estimativa de 5,5% ao ano. Comitê de Política Monetária se reúne terça e quarta para definir a taxa Selic pelos próximos 45 dias.
Segundo economista, aumento dos preços no Brasil não se deve à dinâmica clássica da inflação. País vive cenário de estagflação.
Ao aumentar a taxa Selic, agora em 2,75% ao ano, Copom vai na contramão de outros países em momento de recessão, afirma Paulo Kliass
Taxa Selic passou de 2% para 2,75% ao ano e surpreendeu analistas pela aceleração. Lideranças criticam “cloroquina da inflação” que vai gerar ainda mais recessão e fome.
Para setor produtivo, juros baixos ajudam na recuperação da economia. No entanto, a falta de planejamento do governo impede que os juros baixos se reflitam em crescimento econômico
O relatório do senador Telmário Mota (Pros-RR), favorável à autonomia do BC, foi aprovado por 56 votos a 12. PL fixa mandato para presidente e diretores do BC
O mercado reage à ameaça de fechamento da economia europeia e aguarda decisão sobre a taxa básica de juros nesta quarta-feira (28).