A esquerda bem informada
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Tag: cinema

O cinema desconcertante de Lav Diaz

Recomendar filmes filipinos de mais de quatro horas de duração, à margem do circuito comercial? O leitor pode estranhar, mas é isso mesmo. Mais que isso: é uma chance rara proporcionada aos cinéfilos de São Paulo e do Rio de vivenciar um cinema ao mesmo tempo substancioso e cristalino, uma oportunidade de lavar nossos olhos congestionados pela profusão de imagens vazias, arejar o cérebro atulhado por fórmulas e clichês.

Por José Geraldo Couto*, no Outras Palavras

Carlos Sorin: A melhor forma de entender um país é pelo cinema

O diretor argentino Carlos Sorin traz, em seu cinema minimalista, diálogos valiosos, personagens complexos e a força da natureza imponente da Patagônia, certamente seu protagonista em todos os seus quatro filmes. Em entrevista à TV brasileira em 2009, o diretor afirmou que “a melhor maneira de entender um país é através do cinema, o meu cinema é realista”.

Por Mariana Serafini

“Osvaldão", legado de luta

Documentário dos diretores Ana Petta, André Michiles, Fábio Bardella e Vandré Fernandes matiza a epopeia de Osvaldão de Minas ao Araguaia.

Chico Buarque – Um brasileiro

Estive no Rio e fui até o cine República, no Catete, ver o filme “Chico – Artista brasileiro”. Saí da sala com uma sensação agradável. Peguei-me a pensar cá com os meus botões: sim, o Brasil é uma grande nação e entre os expoentes dessa civilização nova – herdeira de tantos povos e capaz da reinvenção de culturas – estão os artistas, sendo o Chico um dos seus nomes mais marcantes.

Por Rosemberg Cariry*

Programação: Cineteatro São Luiz apresenta indicados ao Oscar 2016

Durante as duas últimas semanas de fevereiro, o Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), continua a exibir os filmes "Macbeth" e "Awake – A vida de Yogananda" e os indicados ao Oscar 2016 "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino, e o longa-metragem de animação "O Menino e o Mundo", do brasileiro Alê Abreu.

O menino e o mundo e suas questões desconcertantes

Torcer para um filme, ator ou diretor ganhar o Oscar é algo um tanto pueril. Torcer por razões nacionalistas ou patrióticas, então, beira a estupidez. Quando um filme do clã Barreto foi indicado na categoria produção estrangeira, lembro-me de ter visto seu diretor na televisão dizendo: “Vamos buscar esse caneco”, como se fosse um futebolista partindo para a Copa do Mundo. Cinema não é isso – ou melhor, é também isso, mas esta é a parte que menos me interessa nele.
Por José Geraldo Couto*

Como ganhar dinheiro à custa de oito milhões de empregos

A rigor, a história do filme A Grande Aposta (The Big Short), que está na corrida para ganhar um Oscar este ano, não deveria ser uma comédia dramática; deveria ser um drama. Ou melhor: deveria ser uma tragédia. Mas para se tornar palatável às grandes plateias, a linguagem escolhida para tratar de assunto tão específico (Economia) foi a do quase deboche.

Por Léa Maria Aarão Reis*, na Carta Maior

Setor audiovisual pode entrar em crise profunda, diz Manuel Rangel

Surpresa, rompimento de um acordo, falta de sensibilidade e irracionalidade. Esses são alguns dos termos usados pelo presidente da Ancine, Manoel Rangel, para descrever o sentimento da Ancine em relação ao mandado de segurança impetrado pelas empresas de telecomunicações, por meio do SindiTelebrasil, contra a Condecine, o tributo que sustenta o financiamento da atividade audiovisual.

Boi Neon, entre os sonhos e o nada

Interessante ver que o início de 2016 não foi ocupado com as comédias “padrão globo”. Nos anos anteriores, aproveitando o período de férias, era o gênero que figurava nas telas, abocanhando os espectadores.

Por Vandré Fernandes*, no portal da UJS

 O Menino e o Mundo: por que só agora?

Qualquer pessoa com o mínimo conhecimento de cinema em particular, ou artes em geral, ou simplesmente munido de bom senso, percebe, ao ver o filme, que se trata de um grande momento da produção audiovisual brasileira. Mas qual foi a cobertura que o filme teve, na época do seu lançamento, da imprensa nacional? Pouquíssima.

*Por Celso Sabadin, do blog Planeta Tela

Aos 80 anos, Tempos Modernos é cada vez mais atual

Lançado em 5 de fevereiro de 1936, o filme Tempos Modernos, obra prima de Charles Chaplin, usa o humor para criticar a exploração do trabalhador na linha de produção e chega aos 80 atual e falando para a nossa época.

Por Carolina Maria Ruy*

Na disputa pelo Oscar, dois filmes desiguais

Dois “filmes do Oscar”, ambos perfeitamente assistíveis, nenhum deles plenamente satisfatório, ao menos para mim: Carol, de Todd Haynes, e A grande aposta, de Adam McKay. Comecemos por Carol.

Por José Geraldo Couto*, no blog do MIS

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