O bairro do Benfica, um dos mais tradicionais bairros de Fortaleza, conhecido por ser popular, democrático, boêmio e livre, tenta se reerguer após mais uma sequência de atos violentos que vitimou, na última sexta-feira (09), sete pessoas e deixou outras sete feridas.
Em um interrogatório extenso, três testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública foram ouvidas nesta terça-feira (27) em júri popular que acontece no Fórum de Osasco.
O ano de 2018 começou violento para a população cearense e também para os jornalistas que, no atual contexto do recrudescimento da crise na segurança pública, enfrentam dificuldades para exercer a profissão. O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) registra, já em janeiro, pelo menos quatro episódios de violência contra repórteres e equipes de jornalismo.
Chacinas nas ruas e massacres em presídios motivados por brigas entre facções criminosas rivais já se tornaram rotina no Brasil. Pelo segundo ano consecutivo o país vive um mês de janeiro sangrento com as tradicionais imagens de corpos mutilados, manchas de sangue no chão e parentes desesperados em busca de informações. Ano passado ocorreu no Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte e Acre. Este ano Goiás e Ceará foram palco da violência.
A capital do Ceará, Fortaleza, é uma das cidades mais violentas do Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2017, o município ocupa o terceiro lugar no ranking de homicídios no país, com uma taxa de 46,75 casos para cada 100 mil habitantes.
"Por estes dias, tem sido tempo de chuva. E a chuva lava o sangue do chão, mas não lava o sangue da alma, senhor cidadão. Tem uma chacina atravessada na memória da cidade. Não é mais uma, é outra. De igual, só tem uma pergunta: quanto vale uma pessoa?”
Por *Ana Mary C. Cavalcante
PMs são acusados de homicídio qualificado, constituição de milícia privada e tortura; pedido de prisão feito pelo MP.
Por Júlia Dolce*
Penas variam entre 100 e 255 anos de prisão pela morte de 17 pessoas; familiares das vítimas não têm apoio, diz ativista.
Com saldo de 17 mortes, réus irão a júri popular na região metropolitana de São Paulo. Trata-se da maior chacina já registrada no estado. Conhecida como Chacina de Osasco, o assassinato de 17 pessoas na periferia da região metropolitana de São Paulo em 13 de agosto de 2015 começou a ser julgado na segunda-feira (18).
Por Victória Damasceno*
Começa nesta segunda-feira (18) em São Paulo o júri popular de dois policiais militares (PMs) e um guarda civil envolvidos no caso que ficou conhecido como Chacina de Osasco. O fato ocorreu no dia 13 de agosto de 2015, na região metropolitana da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), 17 pessoas foram mortas e sete baleadas em um intervalo de aproximadamente duas horas.
Em maio, 10 trabalhadores rurais que ocupavam uma fazenda no Pará foram assassinados por policiais militares, que estão soltos. À princípio, os PMs relataram troca de tiros, mas perícia da PF concluiu que houve execução sumária dos sem-terra.
No dia 18 de setembro começa o julgamento de três policiais militares e um guarda civil acusados pelos ataques que resultaram em 19 mortes