Contrários ao processo de impeachment que encontra seu desfecho no Senado nesta semana, a qual a presidenta Dilma Rousseff é submetida, diversos manifestantes saíram às ruas nesta segunda-feira (29) e também sairão nesta terça-feira (30) para mobilizar o povo contra o golpe parlamentar, jurídico e midiático que interrompeu o regime democrático brasileiro.
Por Laís Gouveia
Do lado de dentro do Senado, os senadores que apoiam o impeachment alegam que "a voz das ruas" cobra a saída de Dilma Rousseff. Mas não é isso que dizem as imagens dos dois atos que acontecem, na noite desta segunda (29), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Confira abaixo.
Dando continuidade a agenda proposta pelos movimentos sociais para denunciar o golpe de estado ocorrido no país, a presidenta Dilma participa nesta quarta-feira (24), em Brasília, de um ato em defesa da democracia convocado pela Frente Brasil Popular.
A Universidade de Brasília (UNB) repudiou nesta segunda-feira (20) o protesto organizado por um grupo de 15 pessoas que proferiu ofensas contra estudantes no campus da instituição. Enrolados em bandeiras do Brasil, os manifestantes usavam expressões homofóbicas e se diziam contra a política de cotas e a favor do deputado Jair Bolsanaro (PP-RJ) e do juiz Sérgio Moro. O episódio ocorrreu na noite de sexta-feira (17).
A Frente Povo Sem Medo, organização que reúne entidades de esquerda e liderada por Guilherme Boulos, segue atuando na luta contra o golpe de estado em curso no país e também pelo acesso popular à moradia. Nesta quarta-feira (25), a frente está organizando uma manifestação, em Brasília, para denunciar o governo ilegítimo Temer e todas as manobras da direita para impor a agenda do neoliberalismo, corrupção e retirada de conquistas sociais do povo brasileiro.
O diário britânico The Daily Mail circula nesta sexta-feira (20) com uma reportagem sobre a esposa do presidente ilegítimo Michel Temer, Marcela, repercutindo as críticas da população, que a acha "patricinha" demais em um momento que exige austeridade.
A partir deste domingo (24), cerca de 7 mil representantes do Poder Público e da sociedade civil se reúnem em Brasília para discutir a construção de políticas e ações relacionadas a diversos temas de direitos humanos. Os debates seguem até a próxima sexta-feira (29) em meio às conferências conjuntas de direitos humanos, convocadas por meio de decreto publicado em novembro de 2015.
Daqui a alguns anos, décadas talvez, estudiosos estarão a se debruçar sobre os fatos que, com sua intensidade e velocidade, hoje se desenrolam sem que possamos nos dar conta de que neles está sendo tecida a história.
Por Maria Valéria Duarte de Souza*
Na Esplanada dos Ministérios, um frágil muro em frente ao Congresso, erguido por presidiários (se não era ironia, agora é!) vai separar os manifestantes pró e contra o impeachment (leia-se golpe), durante a votação na Câmara Federal, neste domingo, 17 de abril de 2016. Um muro de placas metálicas que será protegido por cerca de 4 mil policiais que farão a segurança.
Por Celso Vicenzi*
Projeto educativo de uma escola pública de Brasília causou polêmica nas redes sociais nos últimos dias e virou caso de polícia. A orientação para os alunos usarem peças de roupas vermelhas, associada pela direção da escola à responsabilidade no combate à dengue, gerou acusações de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.
Manifestações estão ocorrendo nesta quinta-feira (31) em várias regiões do Brasil e no exterior, para dizer não ao golpe de estado promovido pela direita, que pretende derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Nesta manhã, o movimento de luta pelo direito à terra deu início as mobilizações, em Brasília.
Noeme Ferreira, responsável pelo Centro Espírita Afro-Brasileiro Ilé Axé Iemanjá Ogum Té, localizado em Valparaíso de Goiás, entorno do Distrito Federal, se deparou, ao voltar de viagem na semana passada, com uma triste cena: o terreiro de candomblé havia sido invadido e completamente depredado.