O ano letivo começou no dia 6 de março na Argentina, mas o professores da rede pública ainda entraram em sala de aula. Eles exigem aumento salarial capaz de compensar a inflação, que no ano passado foi uma das maiores dos últimos tempos. Há 15 dias nas ruas, com manifestações massivas, eles ainda não conseguiram ser atendidos pelo governo para negociar uma proposta justa para as duas partes.
Como reagir a um presidente que despreza a América Latina? Temer e Macri, que sonhavam com as asas de Washington, estão desconcertados. E a esquerda?
Por Adhemar S. Mineiro
O peronismo sindical vai paralisar a Argentina no próximo dia 6 de abril. Pelo menos foi o que prometeram os líderes da Confederação Geral do Trabalho (CGT) depois do anúncio de uma greve geral de 24 horas, a primeira declarada contra o presidente Mauricio Macri, no poder há 15 meses.
Os professores da província de Buenos Aires, na Argentina, realizaram nesta terça-feira (14) o quinto dia de paralisação, após rejeitar a oferta salarial do governo de María Eugenia Vidal em reunião na última sexta-feira, por considerá-la insuficiente. Os docentes estão em greve desde o início da semana passada, reivindicando ajustes devido à perda aquisitiva e inflação.
Com o governo do neoliberal Maurício Macri, a inflação registrou nova alta na Argentina, e atingiu no mês de fevereiro 2,5%. Os dados foram divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos). Em janeiro, o aumento havia sido de 1,3% e, em 12 meses, o índice já atingiu 25,4%, com crescimento de 3,5% só no primeiro bimestre do ano.
A taxa de pobreza urbana na Argentina subiu para 32,9% no terceiro trimestre de 2016, afetando 13 milhões de pessoas devido à precariedade do mercado de trabalho e a falta de políticas de desenvolvimento, indicou um relatório apresentado nesta quinta-feira (9) pela Universidad Católica Argentina (UCA).
Do Sul do mundo ecoou um grito: “Ni Una Menos!”. Em poucas semanas, o movimento subiu pela América Latina, chegou à Europa e aos Estados Unidos. Com os punhos cerrados, as mulheres argentinas mostraram que não há fronteiras na luta para combater a violência de gênero e, de 2015 pra cá, fortaleceram e expandiram a articulação global. “Tecemos uma rede mundial de feminismo que neste 8 de Março vai abalar a terra”, diz uma das organizadoras do coletivo, Cecília Palmeiro.
Por Mariana Serafini
Milhares de professores da rede pública de ensino cruzam os braços na Argentina pra defender melhores salários e condições de trabalho dignas. De acordo com a Frente Nacional Docente, a adesão à paralisação chegou à 92% em todo o país.
A embaixadora da Argentina no Reino Unido, Alicia Castro, e o parlamentar Guillermo Carmona, integrante da Comissão de Relações Exteriores, denunciaram que o governo de Michel Temer traiu acordos bilaterais com o país para permitir que aviões britânicos fizessem paradas técnicas no Brasil para seguir voo até as Malvinas.
Um procurador argentino acusou nesta quarta-feira (1) o presidente Mauricio Macri de uma série de crimes, inclusive tráfico de influência e formação de quadrilha, relacionados a contratos entre o Estado e a empresa aérea colombiana Avianca depois que esta comprou em 2016 a companhia aérea Macair Jato, propriedade do conglomerado econômico liderado pelo pai do presidente, o empresário Franco Macri.
A temporada 2016/2017 do Campeonato Argentino termina no dia 27 de maio, e com ela chega ao fim uma experiência única de democratização do acesso ao futebol na América Latina. Ao contrário do que prometeu durante a campanha, em 2015, o presidente Mauricio Macri oficializou o desmonte do programa Futebol para Todos (FPT), lançado no âmbito da Lei de Meios Audiovisuais (Lei 26.522) de 2009.
Por Daniel Giovanaz
O ex-chefe do Exército argentino Cesar Milani foi detido nesta sexta-feira (17), acusado de sequestrar e torturar três pessoas durante a ditadura militar (1976-1983). O general da reserva também está sendo investigado pelo desaparecimento de um soldado e por enriquecimento ilícito.