Aconteceram neste domingo (13) as eleições primárias (Paso – Primárias Abertas Simultâneas Obrigatórias) na Argentina e mais de 24 horas depois o resultado ainda é incerto. A pouca eficiência na apuração dos votos levou a ex-presidenta Cristina Kirchner a acusar o governo de Maurício Macri de manipular o sistema eleitoral. Ela e o candidato macrista Esteban Bullrich disputam a mesma cadeira no Senado.
O governo da Argentina declarou na madrugada desta segunda-feira (14) que Cristina Kirchner, candidata ao Senado pelo Unidade Cidadã, e Esteban Bullrich, aliado do presidente Mauricio Macri que concorre ao mesmo cargo, terminaram tecnicamente empatados nas eleições primárias da província de Buenos Aires, que define quem irá participar da disputa definitiva, marcada para outubro.
Quem passou pela Praça de Maio, coração de Buenos Aires, no fim de tarde desta sexta-feira (11) não pôde desviar o olhar de Santiago Maldonado. Jovem ativista, de 28 anos, Santiago está desaparecido há dez dias desde que o levaram em operação militar em território indígena mapuche, no sul da Argentina.
O anúncio da morte do dirigente do Partido Comunista da Argentina foi feito nesta quarta-feira (9), em nota assinada por Victor Kot, secretário geral, e Jorge Kreynes, secretário de Relações Internacionais.
No dia 1º de agosto, oficiais da Polícia Nacional Argentina invadiram violentamente o território da comunidade mapuche em Cushamen, comunidade rural localizada no estado de Chubut, na região patagônica argentina.
Mapuches se instalam em parte dos 900.000 hectares pertencentes ao grupo italiano Benetton na região. Confrontos resultaram em feridos graves
A realidade argentina é completamente diferente do que o presidente Maurício Macri vendeu em sua campanha. Com inflação e desemprego em alta, o país vive um dos momentos econômicos mais delicados da última década.
O Comitê pela Liberdade de Milagro Sala entregará ao presidente da Argentina, Maurício Macri, uma petição para exigir a imediata libertação da dirigente social e parlamentar do Mercosul. Mais de 40 mil pessoas de todo o mundo assinaram o documento e exigem a soltura a líder indígena que está presa sem provas consistentes há mais de um ano. A ONU e o papa Francisco já exigiram que ela seja colocada em liberdade.
Por Mariana Serafini
O ex-ministro argentino Esteban Bullrich, candidato do governo na província de Buenos Aires, usou a campanha feminista pelo direito ao aborto para criticar a interrupção voluntária da gravidez. Bullrich distorceu as demandas do movimento "Ni una Menos" (Nenhuma a menos), que exige o fim dos assassinatos de mulheres causados pela violência machista, e comparou o aborto com o feminicídio.
A justiça da Argentina deu outro passo sem precedentes na punição ao terrorismo de Estado. Quatro juízes federais da província de Mendoza (1.000 quilômetros a oeste de Buenos Aires) foram considerados culpados de garantir a impunidade em dezenas de sequestros, torturas e assassinatos cometidos durante a última ditadura militar (1976-1983) por não investigarem os crimes e se somam às centenas de militares julgados e condenados.
Um projeto de reforma trabalhista emergiu na agenda política e econômica da Argentina recentemente – logo após, não à toa, a aprovação do projeto brasileiro. Ainda que não exista até agora uma declaração oficial do governo de Mauricio Macri a respeito de revisão da legislação, vários jornais e colunistas argentinos já dão como provável o anúncio de uma reforma que pretende modificar o mundo do trabalho no país, que passa por uma aguda crise econômica.
Por Gregório Mascarenhas
Depois de se tornar viral na Argentina e Espanha, a minissérie “Marx há vuelto” (Marx voltou) começa a viralizar também no Brasil. São quatro vídeos políticos baseados no Manifesto Comunista, de Marx e Engels.