Um barulho enorme de bumbos se espalha pelo centro da cidade em uma tarde abafada da primavera argentina. Parece vir aí mais uma marcha maciça em um capital acostumada a tal. É um trânsito imenso o que se forma, é um ruído imenso o que se espalha, e é quase certo que o protesto é grande.
Por João Peres, na Rede Brasil Atual
Autoridades políticas de todo o mundo saudaram a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que foi reeleita com 53,07% dos votos.
A Frente para a Vitória (FPV) obteve um relevante triunfo na eleição para as duas câmeras do Congresso e, com o respaldo de legisladores aliados, terá a maioria absoluta.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, conquistou uma vitória esmagadora com 53,7% dos votos, após a apuração de 97% das urnas, o maior triunfo desde o retorno da democracia em 1983. A participação popular foi alta, de 77% dos quase 29 milhões de eleitores.
Impulsionada pela forte recuperação da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, 58, deverá ser reeleita neste domingo (23) no primeiro turno com a chance de se tornar um dos presidentes mais bem votados da história do país, ao lado de nomes como Juan Perón. Ela conta com 55 por cento dos votos ou quase 40 pontos percentuais à frente do principal concorrente, pontuação considerada histórica nas eleições argentinas. Os dados são de uma pesquisa de boca de urna custeada pelo governo.
Mais de 28,5 milhões de argentinos vão às urnas neste domingo (23) para votar nas eleições presidenciais que devem reeleger a presidente Cristina Kirchner. Segundo pesquisas de opinião, ela deve receber mais votos que todos os candidatos da oposição juntos, refletindo o quadro registrado nas eleições primárias de agosto.
Na campanha presidencial, a presidenta Cristina Kirchner prometeu seguir o mesmo modelo implementado pelo marido em 2003. Mal assumiu um país que tentava sair de uma das piores crises econômicas e sociais de historia, Néstor Kirchner reabriu os processos contra os militares suspeitos de cometer crimes durante a ditadura (1976-1983).
Por Mônica Yanakiew*
A popularidade da presidente Cristina Fernández de Kirchner, para ser reeleita nas eleições de domingo (23), constitui uma conquista proveniente mais dos êxitos do governo do que da mediocridade de seus opositores.
“Somos orgulhosamente sul-americanos. Somos gente da Unasul. Se conseguirmos uma integração inteligente, podemos ser protagonistas do século XXI”, disse a presidente Cristina Fernández de Kirchner no ato de encerramento de sua campanha, quarta-feira (19) à noite, em Buenos Aires. Ela é favorita para vencer a eleição presidencial no próximo domingo (23).
Os voos de vários aeroportos da Argentina começaram a ser normalizados na segunda (17) lentamente, apesar de a nuvem de cinzas do Vulcão Puyehue ainda permanecer em parte da região. No entanto, os aeroportos de Córdoba, Mendoza e San Luis ainda estão sem atividades. Especialistas informaram que a nuvem de cinzas chegou a Buenos Aires por meio de ventos do Oeste e Sudeste da Argentina.
Coerentemente com sua incapacidade de explicar o prestígio nacional de Lula – 87% depois de ter deixado de ser presidente -, a direita – tanto a partidária, quanto a midiática – não consegue explicar o prestígio e a mais que segura possibilidade de que Cristina Kirchner triunfe nas eleições de domingo (23), reelegendo-se presidente da Argentina e inaugurando – como no Brasil – o terceiro mandato do ciclo atual de governos pós-neoliberais no país vizinho.
Por Emir Sader, em seu blog
O vulcão chileno Puyehue, que fica na Cordilheira dos Andes, causou novos transtornos na Argentina. Nesse domingo (16), quando os argentinos festejavam o Dia das Mães, o céu de Buenos Aires escureceu de repente. Eram as cinzas do Puyehue, que obrigaram as autoridades argentinas a cancelar voos nos dois principais aeroportos da capital: o Aeroparque e o de Ezeiza.