O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado nesta terça-feira (27), durante a inauguração de um viaduto em Campo Limpo Paulista, no interior do estado. O evento, que deveria ser festivo, acabou marcado por um protesto de professores da rede estadual, contra o fechamento de 94 escolas estaduais.
Deputada Leci critica a forma como o governo do Estado vem administrando as mudanças no sistema estadual de educação causando, entre outros problemas, o fechamento de escolas.
Nesta terça-feira (20) estudantes se reuniram na praça da República, na capital paulista, no intuito de protestarem contra o plano de reestruturação do ensino, promovido pelo governo Alckmin. O projeto pretende fechar aproximadamente 1.500 escolas em todo o estado, comprometendo a vida de toda uma população. O Portal Vermelho ouviu o desabafo de alguns estudantes sobre o desmonte da educação promovido pela gestão tucana.
A tentativa do governo de São Paulo de reorganizar o ensino do estado, setorizando as escolas por idade e fechando unidades, não é uma novidade na história recente do sucateamento da rede pública por parte do PSDB.
A secretaria estadual de Educação de São Paulo está farta de ter que lidar com manifestantes contra seu projeto de fechamento de escolas. Se nos primeiros dias após o anúncio da medida a estratégia era receber os alunos e deixar que eles fossem ouvidos sem maiores consequências pela ouvidoria da pasta, a abordagem agora é outra.
Dando continuidade a luta em favor ao ensino estadual, o vereador Rafael Purgato (PCdoB) apresenta na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira, 21, moção de apelo ao Governo do Estado de São Paulo pela desistência da proposta de reestruturação do ensino público estadual.
A municipalização do ciclo 2 (6º ao 9º ano) é o motivo da reorganização proposta pela Secretaria Estadual de Educação.
Após o governador Geraldo Alckmin anunciar sigilo em documentos estratégicos do Metrô, Sabesp e Policia Militar, o Ministério Público Estadual (MPE) abriu quatro inquéritos, no intuito de investigar o desvio de função de servidores públicos. O MPE afirma que o governo tem usado brechas da Lei de acesso à Informação (LAI) para construir manobras jurídicas, impondo o sigilo e garantindo o não acesso da população aos dados de funcionamento dos serviços prestados.
Por Laís Gouveia e Dayane Santos
No dia do professor, um grupo de estudantes se concentra no Largo da Batata, em Pinheiros, para mais uma manifestação contra o fechamento de escolas anunciado pelo governo Alckmin para o ano que vem.
Nos próximos 15 anos, dados referentes ao cadastro técnico-operacional da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estarão sob completo sigilo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado, no mês de maio. Na semana passada, o governo tucano também colocou sob sigilo informações estratégicas do metrô. Coincidência ou não, as companhias vêm sofrendo denúncias de má gestão e corrupção.
Por Laís Gouveia
Reorganização escolar proposta por Alckmin entra na mira do Ministério Público do Estado (MPE), que abriu inquérito civil para cobrar explicações do governo de São Paulo sobre o fechamento de escolas.
O vereador Rafael Purgato (PCdoB) promove na próxima quarta, 14, audiência na Câmara para discutir a proposta de reorganização do ensino estadual no estado e o possível fechamento de importantes escolas no município.