No último sábado (9) a secretaria de educação do Estado de São Paulo publicou resolução que abre a possibilidade de aumentar o número de alunos nas já superlotadas salas de aula da rede estadual de ensino. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou, em publicação da entidade, que esta medida é resultado da concepção de Estado mínimo adotada pelo PSDB.
Para a revista Veja, os governos de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, e de Beto Richa (PSDB), no Paraná, merecem nota máxima nas áreas de educação. As duas gestões tucanas são conhecidas por violentas ações policiais contra professores e estudantes e também por tentativas de fechar escolas sem diálogo. No último dia 31 de dezembro, a revista divulgou o Ranking de Competitividade dos Estados. Na publicação, os dois governos tucanos foram os mais bem avaliados na área educacional.
Desde 2011, a mulher de Geraldo Alckmin, a primeira-dama de São Paulo Lu Alckmin, teve helicópteros e jatos do Estado à disposição para 132 deslocamentos em que foi a passageira principal, sendo que voou mais do que todos os secretários juntos. A pergunta que fica é: E se fosse a mulher do Lula?
Artistas de renome da MPB Chico Buarque, Maria Gadú, Dado Villa-Lobos e Paulo Miklos gravaram uma música inédita para homenagear os alunos que ocuparam as escolas do estado de São Paulo durante os meses de novembro e início de dezembro.
O Comitê de Mães e Pais em Luta, grupo que reúne pais apoiadores dos secundaristas contrários à reorganização escolar do governo Alckmin, foi à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciar as violações cometidas pela Polícia Militar contra os estudantes nos últimos dois meses no Estado de São Paulo. A denúncia, dirigida à secretaria de Segurança Pública do Estado, foi acompanhada de um dossiê contendo dezenas de violações aos direitos humanos cometidas pela PM.
Ao todo, 94 escolas seguem ocupadas por estudantes em todo o estado, 50 delas na capital paulista, segundo o último levantamento do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgado nesta segunda-feira (14). Nesta terça-feira (15) , o comando das escolas ocupadas realizará uma assembleia na qual será decidido o rumo do movimento.
Um grupo de estudantes realizou manifestação nesta segunda-feira (14), pedindo melhorias na educação e a suspensão definitiva da reorganização escolar. Os alunos protestaram na região do Butantã, na capital paulista, de forma pacífica, informou a Polícia Militar. Não há estimativa do número de participantes. O ato teve início às 7h40 e, por volta das 9 horas, bloqueava a Rodovia Raposo Tavares, no cruzamento com a Avenida Benjamin Mansur.
Levantamento da Prefeitura de São Paulo e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) mostra que, a cada quatro pessoas mortas pela Polícia em 2014 na capital paulista, uma possuía entre 13 e 17 anos. O estudo aponta ainda que duas a cada três vítimas eram negras – a incidência de morte (64%) é 2,75 vezes maior que entre brancos. De acordo com a pesquisa, a polícia foi responsável por 21% dos homicídios ocorridos na capital no ano passado.
Quatro soldados da Polícia Militar de São Paulo, montados em motocicletas invadiram o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, localizado na região central de São Paulo, e espancaram três adolescentes que se escondiam da repressão contra os participantes de um ato de protesto pela reorganização do ensino público proposta pelo governado Geraldo Alckmin (PSDB).
Desde a derrota nas urnas com a vitória da presidenta Dilma Rousseff, em outubro de 2014, os tucanos atuam para tentar impor um golpe contra o mandato legitimado pelo voto. A estratégia inconformista dos tucanos, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso, foi a judicialização da política. Nesta quinta-feira (10), a cúpula tucana se reuniu em Brasília para planejar o que eles sonham ser o desfecho do golpe.
Um mês depois do início do movimento de ocupação das escolas da rede pública do estado de São Paulo, os estudantes secundaristas continuam nas ruas. Nesta quarta-feira (9), os alunos fazem nova manifestação, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), agora voltada à defesa de educação de qualidade e de maior participação da comunidade na gestão escolar. O ato também é contra o autoritarismo do estado e os cortes do governo na educação.
O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe) vai debater a repressão da Polícia Militar aos estudantes em manifestações nas ruas ou nas ocupações da escolas contra o processo de reorganização da rede de ensino do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). A discussão está incluída na pauta da reunião ordinária do colegiado, que ocorre amanhã (8), às 14h, na sede do Condepe, na capital paulista.